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IEA, Brasileiro e ‘Estadual’ são as melhores escolas de Manaus

As três escolas da rede pública de ensino se destacaram pelo índice de aprovação no PSC, Enem e redução da evasão 21/07/2012 às 13:54
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Gedeão Amorim abriu a Mostra de Gestão Escolar que revelou o bom desempenho das escolas do Centro
Milton de Oliveira Manaus

As escolas estaduais Colégio Amazonense Dom Pedro II (Estadual), Instituto de Educação do Amazonas (IEA) e Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, todas localizadas no Centro, são as três melhores unidades da rede pública estadual.

A classificação foi baseada em resultados de índices de aprovação do Processo Seletivo Continuo (PSC), evasão escolar e dados do Ministério da Educação, e divulgadas, ontem, na 3a Mostra de Gestão Escolar.

De acordo com a Coordenadoria Distrital de Educação I (CDE I), que engloba as escolas da zona central e as do sistema prisional, a evolução das escolas públicas é resultado do “fortalecimento pedagógico” e da ideia de que a escola “não está para a reprovação de alunos”. “Acreditamos que todas as escolas devem ser boas, independente de que estejam no Centro. Mas, o principal estímulo vem do próprio estudante que aumentou a vontade de alcançar à universidade e mudar de vida”, ressaltou a coordenadora do CDE I, Alcinea Nascimento Albuquerque. Ainda de acordo com a coordenadora, o estudante do ensino médio mudou a mentalidade, dando mais importância à preparação escolar. “Hoje, os casos de estudantes, do período diurno, que abandonam a escola para se dedicar ao trabalho são raros.

O estudante, embora com dificuldades, acaba optando pela sua formação acadêmica porque sabe que a universidade pode proporcionar mais oportunidades”, disse. Conforme dados do CDE I, de um total de 2,5 mil alunos de 13 escolas localizadas no Centro, aproximadamente 480 alunos, que estão no terceiro ano do ensino médio, são aprovados todos os anos no PSC. “Muitos concluíam o ensino médio e iam embora. Agora, eles fazem o processo de ingresso à universidade. Isso é um avanço significativo”, concluiu.

Na Mostra de Gestão Escolar, o CDE I mostrou também, que o perfil do estudante em escolas do Centro é “de aluno de todos os bairros”, que se deslocam de todas as zonas de Manaus, inclusive da zona rural. Em torno de 30% desses alunos vêm de escolas particulares e os demais, oriundos de escolas públicas, localizadas em diferentes zonas de Manaus.

Antônio Araújo, Diretor do Colégio Dom Pedro II

“Muitas pessoas importantes do Amazonas passaram pelo Colégio Estadual, inclusive o atual governador e o secretário de educação. Então, o nosso desafio foi implantar programas disciplinares de educação, de modo que o estudante se sentisse estimulado a estar na sala de aula e estudar de forma séria, e recuperar a importância desse colégio para a educação do povo amazonense.

Em 2006, o índice de aprovação do colégio era de aproximadamente 86% e amargava um índice de evasão escolar de quase 30%. Muitos estudantes ficavam andando por praças e comércios, outros chegavam tarde e só começavam a estudar a partir do segundo tempo de aula, enfim, havia uma desmotivação enorme.

TCE orienta ação de APMCs

Associações de Pais e Mestres têm papel importante na fiscalização das contas das escolas públicas O papel das Associações de Pais, Mestres e Comunitários (APMCs) e dos Conselhos na gestão financeira das escolas é tornar transparente o uso de recursos disponibilizados às escolas pelos governos dos estados e o Federal. A afirmativa foi da professora Aldenise Silva, gerente de Apoio às APMCs e Conselhos Escolares, ao explicar as novas exigências para a atuação das APMCs e Conselhos Escolares.

Ontem, mais de 530 professores atuantes nessas associações ouviram palestra do procurador-geral de Contas do Estado do Amazonas, Carlos Alberto Souza de Almeida, com o objetivo de capacitar os gestores quanto à gestão financeira e a Lei Nº 12.527 de 18 de fevereiro de 2011, denominada de Lei de Acesso à Informação. Carlos defendeu mudanças na postura dos servidores públicos no que diz respeito a dar acesso às informações. “Todos somos fiscais, por isso as informações têm que ser acessíveis”, explicou. Para os gestores escolares, Carlos disse que mais do que nunca, elas estão sob luzes e atrás de uma vidraça extremamente fina. O que havia antes de maio deste ano, com a entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, não há mais como um servidor questionar o pedido de uma informação.

Novos objetivos

Aldenise Silva explica que as APMCs são formadas por pais, professores e se constituem unidades executoras de recursos direcionados às escolas. Segundo ela, essas entidades têm novos papéis como o de acompanhar e definir a aplicação dos recursos re cebidos do Estado e do Governo Federal nas escolas. Esses recursos vão de valores como R$ 4 mil a R$ 40 mil

Turno noturno concentra os alunos

Enquanto a média nacional de estudantes do ensino médio matriculados à noite é de 32,7%, no Amazonas é de 45%, de acordo com levantamento divulgado pela Organização Não-Governamental T‘odos pela Educação’. Esses índices são considerados preocupantes por especialistas em ensino médio porque o período noturno apresenta as maiores taxas de abandono e desempenho menor. No Estado, mais de 150 mil alunos estão matriculados no ensino médio.

O gerente do Ensino Médio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Edson Melo, explica que os estudantes com idades maiores de idade não querem estudar de dia ou porque já trabalham ou querem entrar no mercado trabalho. Ele citou estudos do Conselho Nacional de Educação (CNE) visando aumentar para quatro anos o ensino médio com a redução da carga horária diária, para permitir o aluno trabalhar. E iniciativas como o de buscar matricular os estudantes em locais próximos ao trabalho ou próximo de sua moradia, facilitando a ida à escola depois da jornada de trabalho, mas nem sempre isso é possível. Outra seria a oferta de bolsa de estudos para mantê-lo estudando de dia.