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Indenização paga por Governo do Amazonas causa indignação em moradores da Zona Norte

Moradores da rua Fênix, na Cidade Nova, apontam discrepâncias no valor que será pago por imóveis, por meio do Prosamim, muito semelhantes 25/10/2012 às 08:02
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Na rua Fênix, levantamento dos imóveis causa polêmica entre moradores
Nelson brilhante ---

Moradores da rua Fênix, na Cidade Nova, Zona Norte, que terão imóveis desapropriados para a obra de prolongamento da avenida das Torres estão  insatisfeitos com o valor das indenizações que serão pagas pelo Governo do Estado.

 Eles acham que o governo, por meio do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), está usando de um critério injusto na hora de estipular o valor das indenizações. O pedreiro Simer Mendonça Pinheiro, 28, ainda não sabe o valor que vai receber por sua casa, que é de madeira, mas demonstra preocupação, analisando os valores que estão sendo estipulados a imóveis parecidos ao dele. “Por uma casa de madeira eles vão pagar, no máximo, R$ 10 mil. Tem até de R$ 8 mil. Essa indenização fica muito abaixo do valor real da propriedade. Incluindo a compra do terreno e a construção da casa eu gastei R$ 12 mil”, revela.

De acordo com Simer, a residência da irmã dele, Simone, é de alvenaria e foi avaliada em R$ 24 mil somente porque não está embuçada por dentro, o que ele acha injusto considerando valores de outras indenizações. “Tem dono de casa aqui que está pegando bem mais dinheiro. Teve até de R$ 50 mil por imóvel igual ao da minha irmã”, complementa o pedreiro.

A balconista Ana Lúcia Andrade não concorda com o critério adotado pelos avaliadores em relação ao seu caso. Apenas a  casa dela será indenizada, quando no terreno tem uma segunda, pertencente ao  irmão. Essa não entrou no cálculo da indenização.  “Não acho justo quem tem duas casas no terreno só ter a indenização de uma. Meu irmão batalhou tanto para construir sua casa e não terá direito a nada”, protestou.   “O governador prometeu publicamente e saiu até num jornal de Manaus que os valores iam de R$ 35 mil a R$ 50 mil. Não é o que está acontecendo. A minha, por exemplo, mesmo sendo de boa qualidade, foi avaliada em R$ 26 mil. Não entendo qual o mecanismo que eles estão usando para avaliar porque já soube de casa igual a minha, indenizada por R$ 50 mil”, protestou Ana Lúcia.