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Cotidiano
CENTRO DE MANAUS

Lideranças fazem ato para destacar os direitos das comunidades indígenas

Ato realizado no Centro de Medicina Indígena da Amazônia, no Centro, também faz alusão ao Dia Internacional dos Povos Indígenas comemorado hoje 09/08/2017 às 19:49 - Atualizado em 09/08/2017 às 19:51
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Foto: Gilson Mello
Kelly Melo Manaus (AM)

Lideranças de movimentos indígenas realizaram um ato público nesta quarta-feira (9),  no Centro de Medicina Indígena da Amazônia, no Centro, para chamar a atenção do governo sobre os direitos das comunidades indígenas que tem sido usurpadas  por interesses econômicos. Ato também faz alusão ao Dia Internacional dos Povos Indígenas comemorado hoje.

Em todo o País, várias organizações indígenas realizam mobilizações em defesa dos direito originários, principalmente sobre seus territórios que estão sendo ameaçados pelo marco temporal em demarcação de terras indígenas. Na próxima semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar três ações envolvendo demarcações de terras que foram judicializadas.

“Precisamos fortalecer nossos movimentos porque a nossa história não começou em 1988. O governo está desrespeitando os povos indígenas ao querer reconhecer os territórios apenas a partir desta data”, afirmou o coordenador da Comissão dos Povos Indígenas do Brasil (Coiab), João Neves.

Segundo ele, uma comissão viajará para a capital federal na próxima semana para acompanhar o resultado dos julgamentos.

De acordo com a Coiab, pelo marco temporal, apenas áreas ocupadas até o dia 5 de outubro de 1988 podem ser consideradas terras indígenas. No entanto, essa tese é questionada pelos povos tradicionais, antropólogos e especialistas do Direito, que afirmam que a tese não pode valer para as demais terras indígenas em processo de demarcação.

A reunião contou com a participação ainda de representantes da União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (Umiab) e Rede de Mulheres Indígenas – Makira Éta. “Infelizmente, nesse dia ainda não temos o que comemorar, pois os nossos direitos estão sendo violados e estamos vivemos um retrocesso”, criticou Assunta Tukana, da Umiab.

“Nós choramos todos os dias. A mesma lei que nos dá direitos, agora está sendo desfeita pelo atual governo”, afirmou Rosimere Teles, da Rede de Mulheres Indígenas.