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Interior do Amazonas terá Programa de combate à Aids ampliado

Entre as ações está a expansão do diagnóstico rápido de HIV/Aids e acesso ao tratamento com a terapia de uso de antirretroviral, que reduz consideravelmente o índice de transmissão do vírus HIV 01/08/2012 às 07:38
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O titular da Seplan, Airton Claudino, a diretora da FMT, Graça Alecrim, a médica Adele Benzaken e o coordenador brasileiro da Unaids, Pedro Chequer, anunciaram as ações, ontem, em entrevista coletiva
ana celia ossame ---

As ações do Plano Integrado da Organização das Nações Unidas (ONU) em Apoio à Resposta à Aids no Estado do Amazonas (Amazonaids), lançadas em 2008 em três municípios da região do Alto Solimões, serão estendidas a mais quatro. O anúncio foi feito ontem pelo coordenador brasileiro da Agência das Nações Unidas de Luta Contra a Aids (Unaids), médico Pedro Chequer, pela diretora-presidente da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT-AM), médica Graça Alecrim e pelo titular da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), Airton Claudino, em entrevista coletiva. Entre as ações está a expansão do diagnóstico rápido de HIV/Aids e acesso ao tratamento com a terapia de uso de antirretroviral, que reduz consideravelmente o índice de transmissão do vírus HIV.

AMAZONAIDS
 As ações do Amazonaids acontecem desde 2008 nas cidades de Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus), Benjamin Constant (a 1.118 quilômemtros) e Atalaia do Norte (a 1.138 quilômetros), que registram altas taxas de incidência e mortalidade causadas pela Aids, informou a diretora da FMT, Graça Alecrim. O programa será expandido para as cidades de Amaturá (a 910 quilômetros), Tonantins (a 867 quilômetros), Santo Antônio do Içá (a 888 quilômetros), e São Paulo de Olivença (a 988 quilômetros), para o biênio 2012-2013.

 Pedro Chequer revelou que, somado aos investimentos da ONU e de outras agências, já foram repassados US$ 1 milhão para a região do Alto Solimões, para garantir maior qualidade de diagnóstico e tratamento das populações. O secretário Airton Claudino, da Seplan, que, por meio do Projeto de Desenvolvimento Regional do Estado do Amazonas para o Zona Franca Verde (Proderam), leva ações na área de saneamento e construção de hospitais para a região, argumentou que o fundamental do Amazonaids, além das estratégias médicas, é a mobilização dos movimentos sociais e comunidades nos programas.

Tratamento diferenciado no interior
 A médica Adele Benzaken, da Fundação Alfredo da Matta e integrante da Unaids, destacou que a expansão do diagnóstico com testes rápidos no Alto Solimões fez aparecer um número maior de casos, sem, necessariamente, indicar, com isso, um aumento da transmissão do HIV. Segundo a médica, a região é um “caldeirão”, reunindo todos os ingredientes capazes de torná-la uma área vulnerável para o controle da Aids, que são tráfico de drogas, prostituição, constante migração das populações, alta rotatividade dos profissionais do serviço de saúde e a população indígena que não fala o idioma português e, por isso, é incapaz de saber onde procurar um serviço de saúde ou entender as mensagens distribuídas em folhetos informativos. Daí a importância de ações inovadoras como a elaboração de cartilhas em linguagem indígena nas etnias no Vale do Javari, numa estratégia inédita de alcançar essa população.