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Cotidiano
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Interiorização da saúde no Amazonas enfrenta desafios como investimentos em saúde básica e logística

Encontro dos Conselhos de Secretários Municipais da Região Norte discute gargalos para levar assistência médica ao interior do Amazonas 01/03/2012 às 08:13
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Representantes das secretarias municipais discutem como vencer as dificuldades impostas pelas características da região
Carolina Silva Manaus

Localidades com difícil acesso, infraestrutura insuficiente para atender a população e baixos investimentos na atenção básica são as principais dificuldades dos municípios da região Norte para garantir assistência à saúde. Os problemas foram apontados durante o I Encontro dos Conselhos de Secretários Municipais da Região Norte que iniciou ontem em Manaus e encerra nesta quinta-feira (01).

 Representantes dos sete Estados do Norte querem definir uma estratégia comum para enfrentar estes problemas. Eles também defendem a adoção de soluções específicas conforme as especificidades regionais identificadas em levantamento feito em cada Estado.

 Para o presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Consems/AM), Ildnav Trajano, o Estado precisa migrar para o interior sua política de acesso à saúde. “Em Manaus, de certa forma, a população tem sua vantagem com as unidades básicas de saúde, unidades de referência de grande complexidade. Os grandes hospitais estão concentrados na capital. Enquanto isso o interior carece muito dessas estruturas. É necessário interiorizar essa infraestrutura”, diz.

Cada um dos 143 municípios do Pará recebe um repasse financeiro de R$ 18 mil para a área da saúde, um valor que é considerado ainda insuficiente pelo presidente do Cosems/ PA, Charles Tocantins, para investir em atenção básica de saúde. “Para disponibilizar vacinas à população, por exemplo, os custos são altos na região Norte e falta investimentos para isso”, avalia.

 Os recursos também são poucos no Estado do Acre para garantir assistência à saúde em localidades de difícil acesso. Segundo a assessora técnica do Cosems/ AC, Aldenice Ferreira, a problemática compromete os serviços. “Sem investimentos que eliminem, que superem essas distâncias, o acesso da população aos medicamentos, por exemplo, fica comprometido”, disse a representante do Acre.