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Internautas exigem Justiça em relação às festas realizadas em presídios do Amazonas

As fotos divulgadas no Jornal A Crítica desta terça-feira (27) causaram indignação nos internautas que comentaram o assunto nas redes sociais e no portal acritica.com. 27/03/2012 às 20:41
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Os comentários foram postados no Facebook e no Portal A Crítica
Acritica.com Manaus

As fotos da festa realizada por presidiários de alta periculosidade na Unidade Prisional do Puraquequara em Manaus revoltaram a sociedade. Os comentários de indignação e de pedidos de Justiça estiveram presentes durante todo o dia nas redes sociais e na seção de comentários das notícias relacionadas ao tema no portal acritica.com.

Mais de 150 pessoas tiveram seus comentários autorizados e computados no Facebook e na seção de comentários do Portal acritica.com. A maioria das pessoas expressa indignação e exige a mudança do Código Penal Brasileiro.

“Enquanto não houver total revisão do Código Penal barbaridades como essa vão continuar acontecendo. Além de penas realmente duras, confisco dos bens, as prisões têm que ter trabalhos forçados para os detentos”, diz Carlos Duarte em seu comentário.

O sentimento de revolta é intenso. A maioria dos internautas comenta as disparidades entre o estilo de vida dos trabalhadores comuns e dos presidiários. “Trabalho o mês inteiro, cinco dias por semana, 8h45 por dia (e tem quem trabalhe mais que eu) para no final do mês receber um salário mínimo de R$ 622 bruto com os descontos cai em tordo de R$ 570”, diz o internauta identificado apenas como Eduardo.

Nos comentários é possível também ver os questionamentos quanto à eficiência do trabalho das pessoas que compõe o sistema penitenciário de Manaus: “O interessante é que os representantes da SEJUS afirmam que fazem uma mega operação de revista e ficam empolgados por nove celulares encontrados, mas a pergunta é como é que os detentos conseguem esconder uma TV LED, um ventilador, uma caixa de som, um aparelho DVD e duas mesas que os servem?”, critica Adenilson Santos.

A indignação também é vista em comentários mais descontraídos: “Será que tem vaga? Estou cansado de trabalhar e no final do mês não ter carne na mesa! Quero vaga pra mim e minha família, churrasquinho, TV de Led, DVD, casa, comida e auxilio ao detendo em dinheiro! Onde eu faço a inscrição?” brinca Ribramo.

O desejo de Justiça está presente na maioria dos comentários como no de Marcelo Ciufatelli: “Sou brasileiro não desisto nunca, mas o Brasil está sem esperança”, comenta.