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Intolerância religiosa acende debate na CMM

Tema fez parte dos discursos de vereadores e resultou em uma proposta de audiência pública para ampliar a discussão  13/11/2012 às 09:45
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Plenário da CMM tem sido palco recorrente de atos de preconceito a religiões de origem africana e a projetos de minorias
Kleiton Renzo ---

A polêmica envolvendo 13 estudantes que se recusaram a fazer um trabalho escolar sobre a cultura afro-brasileira dividiu opiniões, ontem, na Câmara Municipal de Manaus (CMM). A questão será tema de audiência pública proposta pela vereadora Lúcia Antony (PCdoB) com a participação do Ministério Público Estadual (MPE), da Comissão de Educação da Câmara, das secretarias estadual e municipal de Educação e representantes de igrejas evangélicas e das religiões de matriz afro-brasileira.

Representantes da bancada evangélica, tendo à frente o vice-presidente da CMM, Marcel Alexandre (PMDB), travaram debate sobre o tema, tendo como objeto a “intolerância” de que teriam sido vítimas os alunos, e não a recusa e justificativa dada pelos estudantes e pastores que os orientaram à ignorar o projeto escolar.

 “Tenho certeza absoluta que os alunos evangélicos dessa escola não se levantaram contra a questão da consciência negra ou da história cultural do País. Tenho certeza que esses 13 alunos se levantaram contra o fator religião. Que ninguém corra da verdade: quando se vai tratar da temática negra, sempre querem impor o candomblé e a umbanda. E isso é religião”, disse o vice-presidente.

 (A íntegra deste conteúdo você confere na versão impressa do jornal A CRÍTICA)