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Investida da Pearson em Manaus promete esquentar a disputa no mercado de sistemas de educação

Com profusão de escolas particulares, Manaus está na mira dos principais sistemas educacionais do País 03/11/2012 às 17:51
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Concorrência está mais acirrada
Joubert Lima Manaus, AM

As empresas que operam e comercializam sistemas educacionais lutam por uma fatia do mercado de Manaus, onde há 228 escolas particulares, com algo em torno de 85 mil alunos matriculados. Esses sistemas incluem conteúdos apostilados, ferramentas online, de gestão e administração escolar, entre outras facilidades. Mesmo assim, menos da metade das instituições privadas de ensino da cidade adotam esses produtos, daí o interesse de empresas como Pearson e Editora Positivo.

 Na semana passada, uma equipe do Sistema de Ensino Dom Bosco, que integra o grupo britânico Pearson, esteve em Manaus para dar continuidade à investida corporativa sobre o mercado local. Diretores, pedagogos e representantes de instituições do porte de Fundação Nokia e Literatus estavam presentes.

A estratégia da empresa é conquistar escolas de referência na cidade para incentivar novos contratos. Atualmente, o sistema da Pearson já é adotado nas escolas Literatus e Ida Nelson. Além disso, soluções do grupo também são adotadas pela Alliance, que tem foco em idiomas e empreendedorismo.

 O gerente comercial, Daniel Ruzza Barreto, espera alcançar em Manaus o rápido resultado obtido no Ceará, por exemplo. “Escolhemos o Amazonas como foco de investimentos até 2015. Estamos buscando escolas de referência para estabelecer parcerias sólidas”, disse o executivo.

 Hoje o Sistema Dom Bosco é adotado em 600 escolas no Brasil, atendendo 170 mil alunos. Desde 2010, faz parte da Pearson, maior grupo editorial do mundo. Desde então, vem adotando uma agressiva estratégia de expansão que começou pelo Nordeste e, agora, chega ao Norte.

A missão de crescer no mercado local acirra a concorrência com a Editora Positivo, cujo sistema é adotado em 74 escolas no Estado, entre públicas e particulares. “E estamos prospectando o dobro disso no próximo ano. A aceitação tem sido muito boa. Pais, alunos e diretores manifestam desejo de continuidade”, diz Elen Goulart, gerente pedagógico da Editora Positivo.