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Israel e palestinos concordam com novo cessar-fogo em Gaza

Tregua de 72 horas serviu para retomar as negociações entre os dois povos; guerra que já dura um mês deixou um saldo de mais de dois mil mortos 10/08/2014 às 19:22
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Conflito no Oriente Médio já dura um mês de bombardeios
Reuters GAZA/CAIRO

Israel e palestinos concordaram neste domingo (10) com uma proposta do Egito de um cessar-fogo de 72 horas em Gaza com início às 21h00 GMT (18h00 de Brasília), disseram líderes de ambos os lados.

"Israel aceitou a proposta do Egito", disse uma autoridade israelense, acrescentando que os negociadores israelenses retornariam ao Cairo na segunda-feira para retomar negociações indiretas com os palestinos caso a trégua seja respeitada.

A equipe israelense voou de volta para o país na sexta-feira antes de um cessar-fogo anterior de três dias expirar, e as hostilidades no conflito, que já dura um mês, reiniciarem.

Um porta-voz do Hamas disse que as facções palestinas aceitaram o chamado egípcio e que as conversas no Cairo vão continuar.

Em comunicado, o ministro das Relações Exteriores egípcio pediu que "os dois lados explorem essa trégua para retomar negociações indiretas imediatamente e trabalhem rumo a um acordo de cessar-fogo compreensivo e duradouro".

Mais cedo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que "Israel não irá negociar sob fogo" e alertou sobre uma prolongada campanha militar israelense na Faixa de Gaza se os foguetes continuarem.

O Hamas exigiu o fim do bloqueio israelense e egípcio no território e a abertura do porto de Gaza -- um projeto que Israel diz que só deveria ser abordado em futuras conversas sobre um acordo permanente de paz com os palestinos.

Os ataques aéreos israelenses e bombardeios neste domigno mataram cinco palestinos em Gaza, incluindo um menino de 14 anos e uma mulher, disseram médicos, no terceiro dia de retomada das agressões.

Desde que o cessar-fogo anterior expirou, os foguetes palestinos tiveram como alvo kibutz israelenses, ou fazendas coletivas, perto da fronteira, no que aparenta ser uma estratégia para diminuir o moral do Estado judeu sem acarretar em mais uma invasão por terra na Faixa de Gaza.  

Um mês de ataques deixou 1.895 palestinos e 67 israelenses mortos, enquanto devastou grande parte de Gaza. Mas as pressões internacionais por um cessar-fogo se enfraqueceram devido a outras crises internacionais, como no Iraque e na Ucrânia, o que distraiu as potências internacionais.

No entanto, a violência nos últimos três dias foi menos intensa, com redução de ataques de ambos os lados. Israel retirou as forças de terra de Gaza na terça-feira.