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Jogo duro contra transporte ilegal no Amazonas

Ação aperta cerco a motoristas e empresas que praticam irregularidades 30/04/2012 às 07:07
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A operação de fiscalização começou às 7h da manhã do último sábado e será concluída apenas na próxima quarta-feira, dia 2
FLORÊNCIO MESQUITA Manaus

Um total de 510 veículos entre ônibus de fretamento, taxis, carros de passeio e motocicletas foram fiscalizados e 28 notificados e multados em uma operação surpresa realizada para combater o transporte intermunicipal de passageiros irregular. A ação aconteceu no último fim de semana em, pelo menos, quatro estradas que ligam Manaus a outros municípios do Estado, por parte da Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado (Arsam) em parceira com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (Batran), Polícia Civil e Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM).

As principais irregularidades detectadas foram excesso de passageiros, falta do cinto de segurança e capacete, além de uso de placas clandestinas para o transporte de passageiros e ausência de pneu estepe.

A operação começou às 7h da manhã do último sábado (28) e será concluída apenas na próxima quarta-feira (2). Apenas nas primeiras duas horas da ação, 12 multas já haviam sido aplicadas a condutores na rodovia Manoel Urbano (AM-070). A Arsam estima abordar pouco mais de 1,5 mil veículos que fazem transporte intermunicipal de Manaus para os Municípios de Manacapuru, Iranduba, Novo Airão, Rio Preto da Eva e Presidente Figueiredo.

Ao todo, 52 homens da Arsam atuam na operação, além de 10 da Polícia Militar. As notificações são aplicadas pela Arsam e as multas pela PM. A fiscalização ocorre em pontos fixos ao longo das estradas e também em modo volante. De acordo com o chefe de fiscalização da Diretoria de Procedimento e Logística da Arsam, Carlos Nunes, desde a inauguração da Ponte Rio Negro o transporte clandestino de passageiros aumentou na rodovia Manoel Urbano, principal alvo da fiscalização.

Ele explica que muitos condutores aproveitam carros de passeio com placas cinzas para fazer o transporte de passageiros a outros municípios mesmo cientes que a prática é proibida.

Conforme Carlos, apenas táxis de fretamento com placa vermelha estão habilitados a fazer o transporte intermunicipal, mas alguns cometem irregularidades.

Para o diretor de Procedimento e Logística da Arsam, coronel PM Homero Almeida, o objetivo da operação é, além de acabar com o transporte clandestino de passageiros, evitar possíveis acidentes nas estradas durante o feriado prolongado. Ele conta que outro problema recorrente encontrado na fiscalização é a falta de consciência dos próprios passageiros sobre o uso do cinto de segurança nos ônibus de transporte intermunicipal e também de fretamento.

Segundo ele, a Arsam só permite a saída dos ônibus das rodoviárias depois que todos os passageiros estão com cinto de segurança, devidamente sentados no assentos. No entanto, logo após a saída eles retiram o cinto e seguem a viagem sem o equipamento. O comportamento pode gerar multa para a empresa, uma vez que, ela deve orientar qualquer dos seus passageiros a manter o equipamento durante todo o trajeto percorrido.

De acordo com Homero, os condutores dos ônibus também param ao longo das estradas para pegar mais passageiros. A prática, explica o diretor de Procedimento e Logística a Arsam, é ilegal porque gera lotação nos veículos e faz com que os passageiros excedentes viagem em pé, além de representar risco de acidentes. Nesse tipo de caso, ele ressalta que o condutor do ônibus é multado, a empresa é notificada e os passageiros que estão em pé têm que descer e esperar a chegada de outros ônibus da mesma empresa chegar para conduzí-los.