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Jornaleiro de A CRÍTICA herdou a profissão dos pais

Mais que trabalho, ele atribui a missão de levar a informação como uma importante herança de família e uma forte representação na sociedade 19/04/2015 às 14:37
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Wellington Pereira caminha pelo menos dois quilômetros pelas ruas do bairro Santa Etelvina e União da Vitória, na Zona Lest
Luana Carvalho Manaus (AM)

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A paixão pela venda de jornais vem de berço. Ainda criança, Wellington Pereira de Souza, 22, acompanhava a mãe na venda de jornais pelo bairro Santa Etelvina, na Zona Norte de Manaus, e já sabia o que queria ser quando adulto. “Para mim o jornal representa quase tudo. Saio de casa às 5h para manter as pessoas bem informadas”, relata o jornaleiro, que superou a timidez e falou sobre o sonho de se tornar um grande fotógrafo.

“Eu estou sempre com o celular na mão. Atento para registrar o que acontecer, mandar para o  jornal e fazer a foto virar notícia. Eu tiro boas fotos”, disse o jovem, que está terminando Ensino Médio e sonha em estudar fotografia. “Procuro fazer fotos em movimentos e diferentes. Aprendo vendo as fotografias todos os dias no jornal”. 

Enquanto era entrevistado pela equipe de A CRÍTICA, a mãe de Wellington, Auriete Pereira de Souza, 46, que também é jornaleira, trouxe um álbum de fotos dos filhos. Nele, o filho aparece em várias fotos, junto com os seis irmãos, estp sempre envolvidos no dia a dia da mãe. “Sempre quis vender jornais. É meu trabalho e como me sustento. Depois disso, eu só me imagino sendo fotógrafo”.

O início

Auriete Pereira de Souza, de 46 anos, criou sete filhos, entre eles  Wellington, com a venda de jornais. “A história começou no dia 10 de maio de 1992, quando fui capa do jornal, junto com meu filho, que foi a primeira criança que nasceu no dia das mães”, relembra.

Ela conta que o ex-marido, que também é jornaleiro, trabalhava no bairro Chapada, na Zona Centro-Sul. “Nós estávamos juntos e eu engravidei. Eu disse que a criança nasceria no dia das mães, mas ele não veio para casa e ficou na casa da mãe dele neste dia. No outro dia, quando ele pegou os jornais para vender, se deparou com a minha foto na capa”.

Desde então a jornaleira ficou conhecida no bairro Santa Etelvina. “Me perguntaram se eu também queria vender, e eu  aceitei. Fui por muitos anos uma das maiores vendedoras desta área”.

Andarilho

Wellington Pereira, 22, caminha pelo menos dois quilômetros pelas ruas do bairro Santa Etelvina e União da Vitória, na Zona Leste. A mãe dele, Auriete Pereira, 43, vende jornais A CRÍTICA em uma banca em frente da casa deles. Todos os dias, mãe e filho vendem pelo menos 200 jornais.