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Jude Law está entre vítimas indenizadas por empresa que fez escutas ilegais

O braço responsável pelos jornais britânicos do conglomerado de mídia News Corp admitiu às vítimas do escândalo que executivos do grupo mentiram a investigadores e destruíram provas que revelariam a dimensão do caso, disseram na quinta-feira (18) advogados de vítimas 19/01/2012 às 14:10
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O ator britânico Jude Law
UOL/CELEBRIDADES ---

O ator britânico Jude Law está entre as 19 pessoas que serão indenizados pela empresa que publicava o jornal "News of the World", do magnata Rupert Murdoch, por terem sido vítimas de escutas ilegais, anunciaram nesta quinta-feira seus advogados em um tribunal de Londres.  O vice-primeiro-ministro britânico John Prescott e o ex-secretário de Estado para a Europa e América Latina, Chris Bryant, também entraram em acordo extra-judicial com a empresa. Os valores acertados não foram revelados.

"Todos foram muito valentes em enfrentar um meio de comunicação multinacional enorme e influente", disse um dos advogados, Mark Thomson. "O mérito pode ser atribuído à nova investigação policial, ao inquérito parlamentar e a investigação Leveson" que examina a ética dos meios de comunicação, acrescentou.

Outras pessoas já estraram em acordo com o conglomerado, como a atriz Sienna Miller, ex-mulher de Jude Law, que recebeu 100 mil libras (153 mil dólares, 120 mil euros). O jornal sensacionalista "News of the World", que fechou em julho devido às proporções que o escândalo das escutas tomou, é acusado de ter grampeado desde 2000 os telefones de cerca de 800 pessoas, segundo a polícia.

O braço responsável pelos jornais britânicos do conglomerado de mídia News Corp admitiu às vítimas do escândalo que executivos do grupo mentiram a investigadores e destruíram provas que revelariam a dimensão do caso, disseram na quinta-feira (18) advogados de vítimas.

"O News Group concordou que a indenização fosse avaliada com base no fato de que empregados graduados e diretores sabiam sobre as irregularidades e as tentaram ocultar ao deliberadamente enganar investigadores e destruir provas", disse a nota divulgada na quinta-feira pelos advogados.

Eles devem declarar a um juiz de Londres que muitas das vítimas mais famosas - incluindo esportistas, atores e políticos - estão dispostas a retirar suas queixas após o acordo.

A News International, que edita os jornais da News Corp na Grã-Bretanha, disse que não iria comentar a declaração. A empresa instituiu em novembro um esquema de indenizações para as vítimas da espionagem telefônica. Mais de 60 queixas já foram formalizadas, e a polícia diz que há quase 6.000 vítimas potenciais.

Advogados de 12 escritórios uniram forças e descobriram documentos da News International que revelavam a tentativa de destruição de provas. A News Corp anteriormente dizia que os grampos telefônicos haviam sido realizados por um repórter insubordinado, mas no ano passado a companhia admitiu que o problema era mais disseminado, e por isso indenizou várias vítimas.

"Documentos relativos à natureza e à escala da conspiração, um acobertamento e a destruição de provas e arquivos de email por parte do News Group foram agora revelados aos autores dos processos", disse nota.

"Diante da esmagadora evidência, a tese do 'repórter insubordinado' se desintegrou, e a dimensão e escala dos grampos telefônicos se tornaram claras."

(Com informações da AFP e da Reuters)