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Cotidiano
JÚRI POPULAR

Julgamento da família acusada de matar menina de 9 anos continua nesta quarta (17)

Apenas onze das 35 testemunhas programadas foram ouvidas na terça-feira (16). Investigações apontam que crime ocorreu, em 2015, porque o pai não reconhecia a menina Grazielly como filha 17/01/2018 às 06:58 - Atualizado em 17/01/2018 às 08:38
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Tjam pediu para que identidade das testemunhas fosse preservada. Foto: Comarca de Autazes
acritica.com* Manaus (AM)

O julgamento dos irmãos Gilbervan e Gilbermilson de Jesus Elói e de Gilmara França de Souza (companheira de Gilbervan), acusados pela morte da menina Grazielly dos Santos Costa, de 9 anos, continua nesta quarta-feira (17), no Fórum Desembargador Aristófanes Bezerra de Castro, em Autazes (município a 110 quilômetros de Manaus).

No final da tarde de terça-feira (16), o júri popular de pai, tio e madrasta de Grazielly, iniciado pela manhã, foi suspenso após serem ouvidas onze das 35 testemunhas programadas. A sessão do júri é presidida pelo juiz Cid da Veiga Soares Júnior, titular da Vara Única da Comarca de Autazes.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) afirma que o julgamento se estenderá para esta quarta-feira devido à grande quantidade de testemunhas envolvidas no processo. Ao final do júri, terão sido ouvidas 18 testemunhas de acusação e 17 de defesa.

“Pelo rito do Júri, primeiro são ouvidas as testemunhas (acusação e defesa); depois os réus são interrogados; e por fim, começam os debates entre defesa e Ministério Público. Terminando, os jurados se reúnem e discutem a culpabilidade dos réus com base no que foi apresentado durante o julgamento. No final, o juiz lê a sentença”, explica trecho da nota enviada pelo Tjam.

Atraso

Além do número de testemunhas, outro fato que contribuiu para o julgamento não ser concluído na terça-feira foi o atraso para o início da sessão, que começou 11h. Segundo o Tjam, algumas testemunhas de acusação tiveram de ser conduzidas coercitivamente (obrigatoriedade prevista em lei) para o júri.

A previsão é que o julgamento termine nesta quarta-feira. O júri popular deveria ocorrer em novembro de 2017, mas foi remarcado em virtude da ausência de duas testemunhas.

O caso

De acordo com o inquérito policial que serviu de base para a denúncia do Ministério Público, a motivação do crime teria sido o fato de Gilbervan não reconhecer Grazielly como filha, o que levou a mãe da criança, com quem ele tivera um relacionamento, a ingressar com ação de investigação de paternidade para garantir o pagamento da respectiva pensão alimentícia.

Segundo a apuração policial, Grazyelle, que, na época, tinha 9 anos, foi raptada a caminho da escola, na tarde do dia 17 de junho de 2015, por ocupantes de um carro vermelho. O corpo da criança foi encontrado dois dias depois, nas matas da localidade conhecida como Ramal do Tumbira e o laudo pericial apontou morte por asfixia.

O carro usado no rapto seria de propriedade de Gilbervan e os dois outros ocupantes do veículo seriam Gilbernilson e Gilmara, conforme a denúncia do MP. Os três negam a autoria do crime.

Na denúncia oferecida pelo Ministério Público com base no inquérito policial, são imputados ao trio os crimes de homicídio mediante promessa de recompensa ou motivo torpe, com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, e auxílio de traição, emboscada, ou outro recurso que dificulte a defesa da vítima.

*Com informações da assessoria de imprensa.

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