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Cotidiano
CASO GRAZIELLY

Julgamento de trio acusado de matar criança no município de Autazes é adiado

Pai, tio e madrasta da criança são réus do processo. Julgamento foi remarcado para o dia 16 de janeiro 22/11/2017 às 12:04
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Foto: Arquivo/AC
acritica.com Manaus (AM)

A Justiça do Amazonas remarcou para o dia 16 de janeiro do próximo ano o julgamento dos três acusados da morte da menina Grazielly dos Santos da Costa, de 9 anos, sequestrada e assassinada por asfixia pelo próprio pai no município de Autazes, interior do Amazonas. A sessão marcada para terça-feira (21) foi adiada em virtude da ausência de duas testemunhas.

O adiamento foi determinado pelo juiz Cid da Veida Soares Júnior, titular da Vara Única da Comarca de Autazes. São réus no processo o pai da criança Gilbervan de Jesus Elói, o tio Gilbermilson de Jesus Elói, e a madrasta de Grazielly, Gilmara França de Souza.

"As duas testemunhas em questão estão fora de Autazes, em tratamento de saúde na capital, e a defesa dos acusados não abriu mão da participação delas na sessão de julgamento marcada para hoje, o que motivou o adiamento", informou o juiz Cid da Veiga. Para o julgamento estão arroladas 33 testemunhas, entre acusação e defesa.

Os três estão presos desde a época do crime, tendo a denúncia formulada pelo Ministério Público como base no inquérito policial.

Inquérito

De acordo com o inquérito policial que serviu de base para a denúncia do Ministério Público, a motivação do crime teria sido o fato de Gilbervan não reconhecer Grazielly como filha, o que levou a mãe da criança, com quem ele tivera um relacionamento, a ingressar com ação de investigação de paternidade para garantir o pagamento da respectiva pensão alimentícia.

Segundo a apuração policial, Grazyelle foi raptada a caminho da escola, na tarde do dia 17 de junho de 2015, por ocupantes de um carro vermelho. O corpo da criança foi encontrado dois dias depois, nas matas da localidade conhecida como Ramal do Tumbira e o laudo pericial apontou morte por asfixia. O carro usado no rapto seria de propriedade de Gilbervan e os dois outros ocupantes do veículo seriam Gilbernilson e Gilmara, conforme a denúncia. Os três negam a autoria do crime.

Uma das testemunhas ouvidas chegou a declarar que recebeu proposta de Gilbervan, pai de Grazielly, para procurar por um assassino para matar a criança em troca de R$ 200, mas recusou o pedido.