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Cotidiano
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Junta comercial do Amazonas aponta que o estado teve saldo de 6,9% em novas empresas

Este ano, foram constituídas 6.610 contra 6.178 registradas em 2010 06/01/2012 às 08:25
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Alteração das empresas
Cimone Barros ---

A Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea-AM) pretende implantar este ano seis Centros descentralizados, em cidades polos do interior, que agilizarão a abertura, alteração e fechamento de empresas e aumentarão a arrecadação para os municípios. Hoje existe somente um centro fora de Manaus, que fica em Itacoatiara.

Os próximos serão Parintins, que já tem um escritório da Jucea mas não mantinha todas as funções do órgão em Manaus; Manacapuru, Tefé, Tabatinga, Lábrea e Novo Aripuanã. “Até fevereiro pretendemos abrir os seis centros no interior, que facilitar a vida do empresário e trair mais pessoas para a formalidade contribuindo para a economia do estado”, disse a presidente da Jucea-AM, Luiza Eneida de Menezes. A implantação dos centros será feita em parceria com a Sefaz. Para efetivar os centros, a Juceam licitou um servidor para atender a demanda do interior, e está contratando os serviços de Internet para suprir a necessidade de aumento de link para a transmissão de dados on line. Quer, ainda, colocar postos em Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC), em Manaus. No ano passado, o orçamento da Jucea foi de R$ 6,3 milhões para 2012 é de R$ 7 milhões.

Balanço

O saldo foi positivos na abertura de empresas em 2011. De janeiro a dezembro foram constituídas 6.610 empresas ante 6.178 em 2010, uma elevação de 6,9%. Por outro lado, foram fechadas 1.348 empresas em 2011 contra 1.203 no ano anterior, um aumento de 12%. Para o secretário geral da Jucea, Edmilson Barbosa, o percentual é considerado dentro do normal e reflete o despreparo das pessoas para abrir empresa.

A maioria não tem conhecimento do negócio, de gestão e muitos utilizam parte do dinheiro arrecadado no negócio para as próprias despesas, quando o valor deveria ser reinvestido. Para este ano, as expectativas para a constituição de novas empresas são otimistas, segundo Barbosa. Além da obras de construção civil, do setor imobiliário e hoteleiro, é também um ano eleitoral, que ajuda a movimentar a economia. “Estamos a pouco mais de dois anos da Copa do Mundo e as obras movimentarão muitos setores, como o da construção civil e de serviços. E muitas empresas, a maioria micro e pequenas, são abertas para atender essa demanda”, justificou Barbosa.

O credenciamento de casas para a implantação do projeto Cama e Café, da Amazonastur, deve impulsionar a abertura de empresas individuais e até microempresas em Manaus e municípios adjacentes. A previsão é que cada família tenha até R$ 25 mil de financiamento para construir até três suítes. A transformação da residência em pousada é uma alternativa para evitar a construção de hoteis que depois não terão demanda.