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Júri do Mensalão continua nesta sexta, com leitura da acusação

Procurador-geral da República Roberto Gurgel fará uma síntese das acusações contra os 38 réus do escândalo de propina a parlamentares federais no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 03/08/2012 às 11:25
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Ministro fará a leitura suscinta da acusação contra os 38 réus
acritica.com ---

O Supremo Tribunal Federal  (STF) retoma às 14 horas desta sexta-feira(03) os trabalhos em torno do julgamento dos 38 réus do Mensalão com a leitura da acusação aos envolvidos no esquema de propina a parlamentares no  primeiro mandato do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O esquema consistia em oferecer dinheiro a parlamentares, em troca de apoio ao governo federal.  

No primeiro dia, quinta-feira, (02), os debates se concentraram no pedido de desmembramento do julgamento, que consistia em solicitar que o Supremo só julgasse os réus com mandatos. Dos 38 apenas três deles ainda continuam com mandatos: João Paulo Cunha (PT), Valdemar Costa Neto (PR) e Pedro Henry (PP) que seriam julgados dentro destes pedido feito pelo advogado Márcio Thomaz Bastos que defende o empresário do Banco Rural, José Roberto Salgado. Para Bastos, os outros réus seriam julgados em seus tribunais de origem.

A proposta não passou porque 9 dos 11 ministros votaram contra. Todos vão ser julgados pelo STF.

A leitura da acusação que será feita pelo procurador nesta sexta-feira deve durar cinco horas. Um dos assuntos que deve ser debatido no dia de hoje é a possibilidade do procurador pedir o afastamento do julgamento do ministro  Dias Toffoli, por ter sido nomeado por Lula, por ter atuado como  advogado do PT e  na condição de advogado Geral da União durante o Governo Lula.

Em entrevista ao UOL  o ministro Roberto Gurgel afirmou que não pediu o impedimento de Tóffoli para não adiar o julgamento. “Foi precisamente isso. Na medida em que fizéssemos essa arguição, nós teríamos a imediata suspensão do julgamento e, dessa suspensão poderia decorrer a inviabilização que esse julgamento acontecesse num horizonte de tempo razoável. Não podemos esquecer que estamos em ano de eleições.”

Com informações do Uol