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Cotidiano
JÚRI POPULAR

Justiça retoma julgamento de acusados de matar a menina Grazielly em Autazes

Pai, tio e madrasta são apontados como autores do assassinato da garota de 9 anos. O motivo seria porque o pai não a reconhecia como filha 17/01/2018 às 12:36
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Foto: Arquivo A Crítica
acritica.com

O juiz Cid da Veiga Soares Júnior, titular da Vara Única da Comarca de Autazes, distante 118 quilômetros de Manaus, deu sequência nesta quarta-feira (17) ao julgamento popular do pai, tio e madrasta acusados de matar a menina Grazielly dos Santos Costa, morta por asfixia aos 9 anos de idade em junho de 2015, em Autazes. O julgamento começou ontem (16) com 35 testemunhas de defesa e acusação ouvidas.

Retomada às 9h de hoje, a sessão começou com a fase de interrogatório dos réus – os irmãos Gilbervan de Jesus Elói e Gilbermilson de Jesus Elói, além de Gilmara França de Souza, que é companheira de Gilbervan. Depois da oitiva dos três acusados, devem começar os debates entre a promotoria e defesa, com o juiz estipulando um tempo para cada parte. Esse tempo, geralmente, é de 90 minutos por réu, mas como são três, fica a critério do juiz que preside a sessão definir o tempo destnado a cada um.

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público com base no inquérito policial, sendo imputado aos réus os crimes previstos nos art. 121, parágrafo 2º, incisos I, III e IV, combinados com art. 61, inciso II, alíneas "e" e "h", e art. 211 combinado com art. 61, alíneas "a", "b" e "h", em concurso material, todos do Código Penal Brasileiro.

De acordo com o inquérito policial que serviu de base para a denúncia do MP, a motivação do crime teria sido o fato de Gilbervan não reconhecer Grazielly como filha, o que levou a mãe da criança, com quem ele tivera um relacionamento, a ingressar com ação de investigação de paternidade para garantir o pagamento da respectiva pensão alimentícia.

Segundo a apuração policial, Grazyelle, que tinha 9 anos, foi raptada a caminho da escola, na tarde do dia 17 de junho de 2015, por ocupantes de um carro vermelho. O corpo da criança foi encontrado dois dias depois, nas matas da localidade conhecida como Ramal do Tumbira e o laudo pericial apontou morte por asfixia. O carro usado no rapto seria de propriedade de Gilbervan e os dois outros ocupantes do veículo seriam Gilbernilson e Gilmara, conforme a denúncia. Os três negam a autoria do crime.

*Com informações da assessoria de imprensa