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Laudo do IML contraria versão de PMs sobre morte de industriário no Amazonas

Essa é a segunda contradição no depoimento dos policiais. Segundo o IML, ele morreu de traumantismo craniano, provavelmente por espancamento 23/01/2013 às 09:48
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Depois de furtar uma viatura do Ronda no Bairro, Edno jogou o veículo em direção a uma casa, no bairro Cidade Nova
ACRITICA.COM ---

As investigações sobre a morte do industriário Edno dos Santos, 25, preso após roubar uma viatura do Ronda no Bairro, jogá-la contra uma casa e ser contido por policiais militares, podem mudar de rumo após a divulgação do laudo de necropsia feito pelo Instituto Médico Legal (IML), que atesta que o rapaz já chegou morto ao Serviço de Pronto Atendimento Danilo Corrêa, contrariando a versão dos policiais envolvidos na ocorrência, que disseram que Edno morreu na unidade de saúde.

Essa é a segunda contradição no depoimento dos policiais, que inicialmente afirmaram que Edno morreu após ser espancado por moradores, revoltados, versão que foi desmentida com a divulgação de um vídeo onde Edno, caído no chão e sofrendo aparentes convulsões, é detido apenas por PMs. Segundo o IML, ele morreu de traumantismo craniano, provavelmente por espancamento.

Procedimento

Para o presidente do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado (Sinpol), Moacir Maia, é preciso cuidado na hora de interpretar a atitude dos policiais envolvidos no incidente  que teve como desfecho a morte de Edno. “Quem pega uma viatura e foge não está em seu estado normal. Num caso desses, o policial tem que utilizar todos os procedimentos para evitar que outra coisa pior aconteça”, argumentou Maia.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, sessão Amazonas (OAB-AM), Simonetti Neto, lembrou que, antes de qualquer julgamento, deve ser feita uma profunda investigação para que, se houver culpado, ele seja punido.

“Quando um cidadão, bandido ou não, morre na mão dos agentes do Estado, por fatalidade ou ação exagerada desses agentes, é preciso muita atenção. O Estado tem a obrigação de manter a integridade fisica de seus custodiados. Se o homem veio a óbito, tem que ser aberto um inquérito, feita a apuração e, os responsáveis, punidos”, argumentou.