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Ligações clandestinas serão monitoradas no Amazonas

Eletrobras Amazonas Energia inaugura, em outubro, sistema capaz de constrolar distribuição e consumo de cada unidade  28/09/2012 às 08:58
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Das 3,6 mil irregularidades encontradas, 80% são referentes aos “gatos”
Náferson Cruz ---

O desvio de energia elétrica por meio de ligações clandestinas, nas unidades consumidoras de Manaus, pode estar com os dias contados. Desde o último mês, a Eletrobras Amazonas Energia vem intensificando a “frente de operações” formado por um contingente de cem equipes de inspeção.

Até o momento foram feitas 12 mil inspeções em unidades consumidoras, entre casas, comércio e empresas. Deste total, foram identificadas 3,6 mil situações de irregularidade, dos quais 80% são referentes ao desvio de energia. Outros 20% estavam com o medidor alterado.

Segundo o assistente da diretoria comercial da Eletrobras Amazonas Energia, Geraldo Alves, a empresa também prepara para o mês de outubro, a implementação de um sistema capaz de fazer o controle de distribuição e consumo de energia a partir da unidade consumidora.

A previsão é que o projeto em sua totalidade seja concluído até 2014. Segundo Geraldo Alves, o plano de “medição avançada” e o quadro com as ações serão executadas com o financiamento de R$ 200 milhões proveniente do Banco Mundial, para os próximos três anos.

O sistema pretende reduzir as perdas de 41,42%, em 2009, para 23,78%, em 2014. “Vamos quantificar as perdas, estabelecer metas, centralizar o controle das ações por um setor específico, o que proporcionará a redução dessas perdas”, comentou.

De acordo com o assistente comercial, a partir do momento em que for identificada a irregularidade, a perda de energia não vai mais acontecer, em função da troca do medidor que apresentar irregularidade e do serviço de monitoramento do sistema.

Geraldo Alves disse ainda que os casos mais relevantes de desvio de energia acontecem nas empresas do Distrito Industrial. Entre dezembro de 2011 e agosto deste ano, foram instaurados 25 processos judiciais que estão tramitando. Desses, 12 estão em fase de inquérito policial e o restante em execução penal e em análise no Ministério Público Estadual. “A maioria dessas empresas mantinham transformadores para alimentar a iluminação. Uma delas estava com três, de 150 kva, o que daria para iluminar 600 casas”, disse.