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Mal pagamento do Bolsa Família à população do interior-AM será discutido em Audiência Pública

Tempo de espera, filas quilométricas, carência de unidades para recebimentos, são as reclamações dos moradores carentes que residem no interior do Estado, contra a forma de pagamento do benefício Bolsa Família 08/11/2012 às 19:16
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Sidney contou que beneficiários ficam até 12 horas na fila a espera do dinheiro
acrítica.com* ---

A má distribuição dos valores referentes ao Programa Bolsa Família no interior do Amazonas é o tema da audiência pública a ser realizada nesta sexta-feira (9), às 10h, no plenário Ruy Araújo da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) com a participação dos superintendentes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco, além do presidente da Associação Amazonense de municípios, representantes do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e da Secretaria Nacional de Renda e Cidadania.

A audiência será através da Comissão de Defesa do Consumidor, presidida pelo deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), e juntamente com o deputado estadual Sidney Leite (DEM) autores da proposta.

O Programa Bolsa Família atende mais de 13 milhões de famílias em todo território nacional.  A gestão do Programa é descentralizada e compartilhada entre a União, estados, Distrito Federal e municípios. No entanto, os beneficiados que residem no interior do Amazonas passam por inúmeras dificuldades no recebimento dos valores.

Desta forma, o programa, que trata-se de um grande benefício para a maioria da população carente, tornou-se um motivo de angústia e desespero para os que dele necessitam no interior do Estado.

De acordo com o deputado Sidney Leite, ele já recebeu inúmeros relatos de pessoas que precisam chegar às 22h, do dia anterior, na fila da lotérica para serem atendidas às 10h da manhã do dia seguinte. “Quem chega às seis da manhã só consegue ser atendido após as 18h. A fila é quilométrica, embaixo de sol e chuva e os idosos também precisam enfrentar a fila ou perdem lugar. Essa humilhação precisa acabar”, afirma. A maioria dos municípios do interior possui apenas um local de retirada do benefício.

Bolsa-família

É um programa de transferência direta de renda. O público-alvo são famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza, com renda mensal, por pessoa, inferior a R$ 70. O benefício varia de R$ 32 a R$ 306, de acordo com a renda mensal da família, o número de crianças, de adolescentes, gestantes e outros itens. Os valores são pagos diretamente aos beneficiários ou aos responsáveis legais, no caso de menores de idade não emancipados. Os pagamentos são feitos pela Caixa Econômica Federal.