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Manaus registra 128 mil pessoas morando em situações de risco

Em pesquisa realizada ao longo de um ano, pelo Centro de Estudos Geológicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), aponta 35 mil imóveis localizados em barrancos e áreas alagadas 30/11/2012 às 07:54
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Estudo mostra que oito mil casas foram construídas em áreas classificadas como de alto risco para os moradores
Florêncio Mesquita ---

Manaus tem 128.236 mil pessoas vivendo em áreas de risco num total de 35 mil imóveis espalhados pelas Zonas Leste, Norte, Sul e Centro-Oeste. A conclusão consta de levantamento realizado ao longo de um ano de pesquisa pelo Centro de Estudos Geológicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).  O estudo recomenda a retirada imediata de famílias que moram nas áreas de alto risco como nos conjuntos João Paulo e Santa Inês.

A pesquisa faz um alerta que mais de oito mil casas estão em áreas de risco médio alto e muito alto, principalmente na Zona Leste.


A maioria das moradias foi construída na beira de barrancos com declives perigosos que podem desmoronar com a ação da chuva. Entre as áreas levantadas pelo CPRM estava à comunidade Arthur Bernardes, localizada  São Jorge, na Zona Oeste, onde 547 famílias perderam as casas, na última terça-feira, em um incêndio de grandes proporções.

O CPRM vai entregar o estudo a vários órgãos como, por exemplo, a Defesa Civil do Município no próximo dia dez de dezembro. Anualmente o problema das áreas de risco ganha espaço em discussões em toda a cidade devido o período chuvoso e o perigo que ele representa para moradias construídas em área de declive ou alagação.

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