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Cotidiano
ELEIÇÕES 2018

Manuela alfineta Temer no último evento de agenda em Manaus: 'eleição ele não gosta'

"Na última eleição que concorreu a deputado ele não se elegeu, para presidente ele não se elegeu", declarou a pré-candidata à presidência pelo PCdoB em ato na ALE-AM 20/04/2018 às 22:52 - Atualizado em 20/04/2018 às 23:02
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Manuela D'Ávila ganhou um cocar durante ato em Manaus. Foto: Felipe Gramajo
Vitor Gavirati Manaus (AM)

Encerrando a agenda em Manaus, a pré-candidata à presidência da República Manuela D'Ávila (PCdoB) participou de um "Ato Político em Defesa da Democracia", na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), em Manaus, na noite desta sexta-feira (20).

Durante o ato, a presidenciável alfinetou o presidente Michel Temer, dizendo que ele não gosta de eleições e que tem copiado os textos da pré-candidata para usar em seus pronunciamentos.

"Como eu tenho a soma de votos dele e do Henrique Meireles, ele deve estar pensando no que fazer. Porque de eleição ele não gosta, de voto ele não gosta. Da última eleição que concorreu deputado ele não se elegeu, para presidente ele não se elegeu", declarou Manuela se referindo ao fato de Temer ter feito hoje um pronunciamento no qual se compara a Tiradentes, após ela ter mencionado o personagem histórico brasileiro em uma fala recente.

Esta semana, a durante o lançamento de um manifesto da candidatura à presidência, Manuela comparou a situação atual do Brasil com o contexto histórico da morte de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. “O momento em que morre alguém pela liberdade do Brasil, em detrimento de um também brasileiro, José Silvério dos Reis, que entrega Tiradentes e os interesses da pátria. Trai a Tiradentes em troca de qualquer joguinho de moedas ou dos interesses de outros países”. Neste sábado (21 de abril) é celebrado o feriado de Tiradentes.

Em sua fala, Manuela também afirmou que está em curso no país um golpe político. “Como vocês sabem, nós interpretamos que vivemos um golpe desde o ano de 2016. O golpe não é só o impeachment, mas algo continuado. Qual a razão do golpe? É a negação de um projeto que foi derrotado nas urnas. Um programa comprometido com um conjunto de saídas à crise que não passava pelas saídas ultraconservadoras e liberais. O golpe se materializa para levar a cabo um projeto antinacional”, afirmou a pré-candidata que recebeu um cocar de uma liderança indígena durante o ato.

A agenda em Manaus

Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) desembarcou nesta sexta-feira (20) em Manaus para uma série de compromissos na capital. A presidenciável participou pela manhã do seminário “Desafio para uma Amazônia Sustentável”, na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Durante coletiva de imprensa concedida a veículos de comunicação locais, Manuela se mostrou a favor do modelo da Zona Franca, falou da importância da reconstrução da rodovia federal BR-319 e comentou sobre a prisão do ex-presidente Lula, que considera “política”. D'Ávila disse ainda que quer vencer Lula nas urnas.

Durante a tarde, em visita à Rede Calderaro de Comunicação (RCC), Manuela participou de uma live na fanpage do Portal A Crítica. Na transmissão, disse que, se eleita, vai anular a reforma trabalhista, a MP do teto de gastos e a privatização da Eletrobras. 

Visita foi importante, avaliou líder do PCdoB

Além de Manuela, na mesa do evento realizado no Auditório Deputado Belarmino Lins, estavam a senadora Vanessa Graziotin (PCdoB), o presidente estadual da sigla, Eron Bezerra, lideranças de segmentos do partido, o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), o vereador de Manaus Sassá (PT) e o diretor do Avante, Vagner Oliveira.

Para Eron, a visita de Manuela a Manaus foi importante para que a presidenciável pense seu plano de governo. "Qualquer candidato a presidente que queira ser levado a sério no nosso país precisa compreender o que é a Amazônia. Não apenas porque ela representa 65% do território nacional, mas a solução dos problemas não só do país, mas dá humanidade", afirmou.

Jovem veio de Tefé para prestigiar Manuela

O adolescente Oliver Girão, 16, que é integrante da União da Juventude Socialista (UJS) veio de Tefé (município a 523 km de Manaus em linha reta) para acompanhar a agenda de Manuela D'Ávila na capital.

“Ela é uma candidata que vem trazendo as propostas que dialogam com a juventude. Escolher votar na Manuela é escolher votar em uma política progressita, uma política que a gente não tem mais. É avançar num governo popular, onde vão ser bem representados as mulheres, o movimento LGBT e os trabalhadores”, avaliou o jovem para quem foi “muito importante e simbólico” prestigiar a pré-candidata.

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