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Material orgânico é encontrado dentro de carro de major em São Gabriel da Cachoeira (AM)

Durante as investigações, peritos teriam encontrado sangue e outros materiais orgânicos. O laudo técnico deve sair na próxima semana 08/02/2012 às 16:25
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Alessandra Silva está desaparecida desde 19/01
Mariana Lima Manaus

Equipe de perícia da Polícia Civil teria encontrado sangue no carro do major, suspeito de ter assassinado Alessandra Silva, desaparecida desde o dia 19 de janeiro em São Gabriel da Cachoeira (a 851 quilômetros de Manaus). As informações são de pessoas próximas a família da moça e foram confirmadas pela delegacia local.

Segundo informações da fonte, que não quis ter o nome revelado, policiais civis responsáveis por fazer a perícia técnica em São Gabriel da Cachoeira encontraram durante as investigações na semana passada rastros de sangue no carro do suspeito do crime, o major do Exército.

A delegada interina do município, Ivone Azevedo, afirma que a equipe de perícia esteve no município e realizou todos os exames possíveis para auxiliar as investigações. “Nós estamos esperando as confirmações do laudo que deve chegar à próxima semana. Eu não acompanhei de perto a equipe dos peritos, mas soube da possibilidade ter haver material orgânico no carro, sim”, relatou a delegada.

Conforme as informações da polícia civil, até o momento as partes não foram interrogadas e major permanece na cidade para ser ouvido a qualquer momento.

Dor e drama

O comerciante Joaquim da Silva, pai de Alessandra afirma que tem passado dias de agonia e desespero esperando o resultado das investigações. Segundo ele, a família tem acompanhado de perto o trabalho da polícia sem receber qualquer apoio do Exército.

“A única pessoa que me procurou foi o major. Ele chegou ao meu trabalho e teve a audácia de perguntar se havíamos notícias da minha filha. Fiz questão de dizer a ele que para mim ele é o único suspeito do desaparecimento dela”, conta Joaquim emocionado.

“Encontraram um corpo de uma mulher sábado passado e já penso que é o corpo dela. Não tenho certeza porque não dava pra ver o rosto da moça. Tenho pra mim, como pai, que o corpo é de Alessandra, afinal eu sou a única pessoa procurando alguém nessa cidade”, diz o pai.

Quanto às investigações, o pai da moça se diz desanimado: “Eu não espero mais nada. Eu só creio no poder de Deus e da Justiça”, conclui.