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Matrículas de alunos com necessidades especiais seguem o calendário normal da Seduc

Na rede estadual de ensino, 2.430 crianças e adolescentes com deficiências foram atendidas nas escolas comuns da rede estadual e em escolas especializadas 29/12/2012 às 10:21
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Pessoas com necessidades especiais podem estudar com os alunos normais
ana celia ossame ---

Pais e mães de crianças com deficiências, entre as quais autistas,  têem garantido em lei atendimento nas escolas públicas em salas inclusivas, quando for possível, ou em escolas especiais como a Escola Estadual Mayara Redman Abdel Aziz e a de surdos, que é a Augusto  dos Santos.

Na rede estadual de ensino,  2.430 crianças e adolescentes com  deficiências motoras, mentais, cegueira, baixa visão e surdos foram atendidas nas escolas comuns da rede estadual e em escolas especializadas .

As matrículas seguem o mesmo calendário da  Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e exceto os surdos e os autistas em grau severo, todos os demais vão para escolas comuns.

A gerente de Atendimento Especial da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), professora Hortência Macedo, disse não ter estatística de quantos alunos matriculados este ano tinham autismo, porque muitos nem foram diagnosticados. “Atendemos um número grande de alunos com transtornos que muitas vezes não foram determinados pela medicina”, explica Hortência, citando que estão entre esses alunos crianças e adolescentes com cegos, com baixa visão, surdos, autistas e com outros transtornos, seja na educação infantil, ensino fundamental ou médio.

A gerente de Atendimento Especial da Seduc revela que os atendidos em escolas de educação inclusiva recebem o reforço no contraturno para ter condições de acompanhar o ritmo da turma. Apesar de encontrar ainda alguma resistência para trabalhar com esse público, principalmente por conta do desconhecimento. “Temos um reduzido quadro de profissionais que atuam nessa área”, observa ela, destacando a necessidade de estudos e conhecimentos específicos.

Relações

Um dado importante das escolas inclusivas citado por ela é o ganho para ambos os grupos. “Quando a criança tem condição de ir para escola e  conviver com as demais, que não têm autismo, por exemplo, isso enriquece muito a relação”, diz ela. “Porque mesmo não dando conta do que dado no currículo, a criança ganha na socialização que não aconteceria se a criança ficasse isolada e quem não tem transtorno aprende a conviver com a diferença”, afirma ela, apontando o ganho social desse fato.