Publicidade
Cotidiano
Cotidiano,Menina eletrocutada,fio de alta tensão,Manaus Energia, PSC Zona Sul

Menina de oito anos eletrocutada por cabo de alta tensão passa por tratamento em Manaus

A criança já consegue sentar mas ainda não anda e reclama de fortes dores. Ela deve continuar internada por pelo menos um mês. A mãe e irmã acompanham a menina e dizem passar por dificuldades financeiras  24/09/2012 às 15:34
Show 1
Criança segue internada no Pronto Socorro da Criança, na Cachoeirinha, recebendo tratamento médico
Eloísa Vasconcelos Manaus

A menina de oito anos que foi eletrocutada ao pisar em uma poça de água que estava em contato com um fio de alta tensão na última quinta-feira (20) – no bairro Nova Floresta, Zona Leste de Manaus –, passou na noite deste domingo (23)  por mais uma fase de assepsia (raspagem) das queimaduras, realizada no centro cirúrgico no Pronto-Socorro da Criança, na Zona Sul da cidade. Ela teve cerca de 45% do corpo atingido.

De acordo com a irmã da criança, Elizabeth  Duarte dos Santos, 20, que a acompanhava no hospital na tarde deste domingo, ela já consegue sentar mas ainda não anda. A mãe, Deusdina da Conceição Duarte, 37, disse que a filha ainda reclama de fortes dores. A primeira raspagem foi feita na manhã deste sábado (22).

Segundo Deusdina Duarte, somente na próxima terça-feira (25) será fornecido um laudo médico sobre as condições de saúde da garota.

A previsão é menina fique internada durante um mês e que o tratamento prossiga com a fisioterapia.

Aguardando assistência
Na tarde deste domingo (23),  Elizabeth Duarte rebateu informações divulgadas na imprensa de que sua família estava recebendo assistência por parte da Empresa Amazonas Energia.

“Eles não estão dando assistência. Só no dia da reportagem vieram aqui e só perguntaram como estava a menina”, disse.

Elizabeth descreve ainda que está sendo muito difícil para a família (ela e a mãe) arcar com os custos do transporte e alimentação durante o tratamento, pois ambas não possuem condições financeiras.

“Minha mãe é diarista, está desempregada; é ela quem nos sustenta”, desabafa Elizabeth que complementa observando que sua irmã terá que passar por um longo tratamento de fisioterapia para poder recuperar os movimentos do corpo, atrofiado pelas queimaduras.