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Menina é atacada por piranhas e morre no interior do Amazonas

Mesmo sem saber nadar criança de 5 anos entrou no rio, em uma comunidade do município de Manacapuru, e foi atacada por um cardume de piranhas caju, morrendo em instantes      24/10/2012 às 18:20
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Pedaços de peixe jogados no rio atraem os cardumes de piranhas para o entorno dos flutuantes
Síntia Maciel Manaus

A menina Aline Nery de Araújo, 5, foi praticamente devorada por um cardume de piranhas-caju (Pygocentrus nattereri), na comunidade de Canaboca3, no município de Manacapuru – localizado a 84 quilômetros de Manaus -, nessa terça-feira (23).

De acordo com os relatos de um morador da área, o autônomo Adilonso Nogueira Araújo, 55, a menina morava em um flutuante com o avô e a companheira. Por volta das 15h, dessa terça-feira, a criança estava deitada na rede, com a mulher do avô, e enquanto ela saiu para ir a um comércio próximo ao flutuante, Aline saiu da rede sem que ela percebesse e entrou na água.

“Quando sentiram falta dela, foram procurar por terra, talvez se tivessem ido logo para o rio, poderiam ter salvado a criança”, observa.

Ele estima que o ataque à menina tenha sido de aproximadamente 10 minutos. Parte do braço esquerdo da criança foi totalmente devorado pelas feras, além dos calcanhares e das costas. Apesar da vítima apresentar mordidas pelos pés, pernas e rosto, os mesmos não chegaram a ser devorados.

“Um adolescente chegou a ver a menina entrando na água, mas como sempre via outras duas crianças da idade dela tomando banho e nadando ao lado do flutuante, imaginou que fosse uma das garotas e por isso não deu importância”, conta Adilonso, que também salientou que Aline não sabia nadar.

Ainda segundo o autônomo, boa parte dos moradores do lugar, que vivem nos flutuantes, trabalham com pesca, e eventualmente pedaços de peixes são jogados no rio, o que contribui para que as piranhas se alojem no entorno das embarcações.

O corpo de Aline foi sepultado nesta quarta-feira (24), por volta das 12h, na comunidade de Canaboca3, distante três horas de barco, da sede de Manacapuru.