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Menos 100 mil vagas de empregos disponíveis na Zona Franca de Manaus

É a primeira vez, desde março de 2010, que o total de vagas nas empresas do Polo Industrial de Manaus é inferior a 100 mil 16/10/2015 às 10:34
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Queda na produção e no faturamento obrigou as empresas a reduzir o quadro para se ajustar à realidade econômica
acritica.com ---

De acordo com os dados remetidos à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) pelas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), o mês de agosto teve ocupação de 99.803 postos de trabalho, entre mão de obra efetiva, temporária e terceirizada. É a primeira vez desde março de 2010 (98.960) que o total de vagas é inferior a 100 mil. Na comparação com o mês anterior (julho), quando o total de mão de obra foi de 102.051, houve redução de 2,2%. A média mensal de 2015, até agosto, ficou estabelecida em 109.260 empregos.

Com o montante de R$ 6,49 bilhões obtido no mês de agosto, o PIM registrou faturamento acumulado de R$ 50,4 bilhões nos oito primeiros meses de 2015. Comparado ao mesmo período do ano passado (recorde de R$ 54,8 bilhões) a soma representa um decréscimo de 8,11%. Na comparação feita em dólar, houve uma queda de 31,16% no acumulado dos oito primeiros meses de 2015 (US$ 16.5 bilhões) ante o total apurado entre janeiro e agosto de 2014 (US$ 24 bilhões).

As exportações do PIM totalizaram R$ 1,276 bilhão entre janeiro e agosto, o que representa aumento de 16,05% na comparação com o mesmo período de 2014.

Conjuntura econômica

Na avaliação do superintendente em exercício, Gustavo Igrejas, os dados decrescentes de faturamento e de mão de obra não são exclusivos do parque fabril de Manaus. A conjuntura econômica do País afeta o desempenho do PIM, pois cerca de 95% da produção do Polo tem como destino o mercado nacional. “Em momentos de crise, os consumidores reduzem o consumo de bens não essenciais como celulares, televisores, tablets e outros itens bastante produzidos pelas fábricas de Manaus. Além disso, as instituições financeiras ficam mais rigorosas na concessão de crédito, o que impacta na comercialização de produtos como as motocicletas. Com a redução das vendas, por sua vez, as empresas são levadas a fazer ajustes nos seus quadros internos, elevando os índices de demissões”, explicou Igrejas.

De acordo com o superintendente, os representantes do setor industrial avaliam que a partir de março do ano que vem a atividade econômica deverá iniciar sua recuperação até retornar aos patamares tradicionais do PIM. “Uma vantagem em relação aos momentos de crises anteriores está na base da capacidade instalada do setor industrial, que já fez os investimentos e está preparada para responder prontamente quando o aumento da demanda reiniciar”, frisou.

O segmento Eletroeletrônico continua sendo o maior responsável pelo resultado global do PIM, respondendo por 29,85% do total.

Setores que continuam aquecidos

Mesmo com mercado desaquecido, alguns setores industriais da Zona Franca apresentaram crescimento, em real, na comparação entre janeiro e agosto de 2015 com o mesmo período do ano passado. São eles: Naval (102,46%); Duas Rodas (0,52%); Químico (4,24%); Mecânico (2,35%); Relojoeiro (4,70%); Vestuários e Calçados (29,37%); Têxtil (21,04%); Beneficiamento de Borracha (16,75%); Ótico (13,65%); Brinquedos (11,83%); e Produtos Alimentícios (5,77%), entre outros.

Entre os produtos que apresentaram incremento relevante de produção nos oito primeiros meses de 2015 em relação ao mesmo período de 2014 estão: aparelho portátil de gravação de áudio – tipo mp3, mp4 – (131,54%); blu-ray (104,65%); home theater (55,44%); e condicionadores de ar do tipo janela (26,45%).

Também vale destacar o crescimento da manufatura de bicicletas (7,40%), aparelhos reprodutores de DVD – inclusive blu-ray (21,43%) e relógios de pulso e de bolso (4,30%).

Em números

99.803 é o número total de trabalhadores empregados nas fábricas da Zona Franca de Manaus, considerando operários efetivos, temporários e terceirizados.

109.260 é a média mensal de empregados até agosto deste ano, segundo dados da Suframa. Marca histórica de 100 mil trabalhadores foi alcançada em novembro de 2005.