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Mensalão:Relator começa sessão lendo denúncia do MPF sobre corrupção ativa

Destaque do julgamento deste núcleo político são os réus do PT, José Direceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Eles e mais sete são julgados nesta etapa por de corrupção ativa 03/10/2012 às 15:24
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Ministro Joaquim Barbosa, profere seu voto quanto à imputação de corrupção ativa (crime tipificado no artigo 333 do Código Penal) feita no item VI da denúncia.
Heloisa Cristaldo*/Agência Brasil Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta quarta-feira (3) a análise das acusações sobre corrupção ativa do núcleo político na Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão.

Entre os réus desta etapa, figuram políticos ligados ao PT (José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares), ao núcleo publicitário (Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos e Geiza Dias) e o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto, à época filiado ao PL (atual PR). Todos são acusados apenas de corrupção ativa.

No momento, o ministro-relator Joaquim Barbosa começa a proferir seu voto referente à segunda parte do Capítulo 6 da denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que trata de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha entre os partidos da base aliada ao governo entre 2003 e 2004.

O magistrado faz a leitura da denúncia, que afirma que o crime de corrupção ativa era dirigido e operacionalizado por José Dirceu, Delúbio Soares e Marcos Valério. "É certo que José Dirceu, em razão da força política e administrativa que exercia, foi o principal articulador dessa engrenagem. [Dirceu] Reunia-se com o principal operador do esquema, Marcos Valério, para tratar de repasses de dinheiro e acordos políticos", disse.

A primeira etapa deste capítulo foi encerrada na segunda-feira (1º) e dez políticos foram condenados por corrupção passiva. Isso porque, para facilitar a logística, os ministros decidiram separar o capítulo em duas partes, julgando primeiro os acusados de corrupção passiva e, depois, os de corrupção ativa. Na segunda-feira, o STF concluiu a análise da primeira etapa, que envolvia 13 réus, condenando dez por corrupção passiva, 11 por lavagem de dinheiro e cinco por formação de quadrilha.

*Colaborou Débora Zampier