Publicidade
Cotidiano
Notícias

Mercado de seguros do Amazonas recua com queda de 3%

Operações movimentaram R$ 192,78 milhões no Estado. Ramos de automóvel, vida e previdência privada lideram as vendas 20/06/2012 às 08:25
Show 1
Seguro contra sinistro de veículos são os mais demandados pelo consumidor
Cimone Barros Manaus (AM)

Depois de anos seguidos de expansão, o mercado de seguros do Amazonas apresentou um pequeno recuou este ano. De janeiro a abril de 2012, houve uma queda de 3,1% no valor do prêmio direto, que somou R$ 192,78 milhões ante os R$ 199,04 milhões pagos pelos segurados em igual período do ano passado.  Em relação aos sinistros diretos, houve um aumento de 20%, totalizando R$ 36,5 milhões pagos aos segurados. Os ramos de automóvel, vida e previdência privada lideram as vendas.

Para se ter ideia da expansão dos seguros no Estado, entre os anos 2007 e 2011 esse mercado dobrou de tamanho, passando de R$ 322,2 milhões para R$ 674,20 milhões em prêmios. Só de 2010 para 2011 o crescimento foi de 39,9%. Os dados são da Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.

Para o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, Capitalização e Previdência Privada no Estado do Amazonas e Roraima (Simcor-AM/RR), Gilvandro Guedes, o setor cresce como um todo, inclusive se fortalece com a chegada de mais uma grande seguradora só este ano (Zurich Brasil), e esta queda deve ser algo pontual. Ano passado vieram para Manaus, a Ace, a Liberty e Allianz Seguros. “Nós crescemos mais que a média nacional e esse decréscimo não tem cabimento. Tem algo estranho”.

Conforme os dados da Susep, a queda nos valores dos prêmios deste ano foi puxada por uma grande aplicação da Bradesco Vida e Previdência em março de 2011, que chegou a R$ 40,75 milhões em previdência privada (VGBL, VAGP, VRGP, VRSA, VRI), que representa 99,7% do total aplicado neste item no Estado. Neste ano, ano o valor aplicado pela empresa foi bem menor e especificamente, em março, foi apenas de R$ 3,5 mil.

Segundo Guedes, antes as empresas de Manaus faziam os seguros pelo eixo Rio-São Paulo. Mas com o crescimento econômica da capital amazonense (6º PIB do País) e a escolha da cidade como subsede da Copa atraiu a vinda dessas seguradas a Manaus. Isso trouxe maior clareza do mercado local, mais emprego, renda e tributos, porque agora é recolhido o Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza no município (INSS).

O ramo de risco de engenharia alcançou o prêmio direto de R$ 518 mil de janeiro a abril deste ano ante os R$ 313,1 mil de igual intervalo de 2011, o que representa uma alta de 65,4%. Em 2011, o risco de engenharia movimentou R$ 2,18 milhões.

Curso de formação

Para exercer a atividade de corretor de seguros o profissional precisa ter o curso que é oferecido pela Escola Nacional de Seguros (Funenseg), que também está presente em Manaus, e da prévia habilitação concedida pela Susep. O curso tem duração de um ano. O investimento é sete parcelas de R$ 650. O salário inicial médio é de R$ 2 mil.