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Cotidiano
S. Isabel do Rio Negro

Ministério Público denuncia grupo acusado de desviar R$ 10 mi de S. Isabel do Rio Negro

Prefeito, filho dele e secretários teriam sacado ilegalmente R$ 10 milhões dos cofres da prefeitura do município amazonense. Eles foram alvo da Operação Timbó, deflagrada esta semana pelo Ministério Público do Amazonas 14/05/2016 às 12:34 - Atualizado em 14/05/2016 às 13:05
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Momento em que o prefeito de Santa Isabel do Rio Negro, Mariolino Siqueira, era conduzido por agentes da Polícia Civil durante a Operação Timbó (Foto: Clovis Miranda)
Joana Queiroz Manaus

O Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu, ontem, a denúncia ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) relativa à investigação que culminou na Operação “Timbó”, deflagrada na última terça-feira (10) para desarticular uma organização criminosa que teria desviado R$ 10 milhões em recursos públicos da prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro.

Caso o desembargador Lafayeth Júnior receba a denúncia, os integrantes do grupo passam a configurar como réus no processo. Entre os supostos envolvidos estão: o prefeito do município de Santa Isabel do Rio Negro, Mariolino Siqueira, o filho dele, Mariolino Oliveira Júnior, o secretário de finanças Sebastião Siqueira de Moraes, o secretário de Obras Carlos Augusto Araújo dos Santos, o secretário de administração João Amorim Ribeiro Júnior, a coordenadora da casa de apoio da prefeitura e nora do prefeito, Bruna Soraya da Silva, o assessor Raimundo Mendes Neto, o “Taxista”, e a atual companheira do prefeito, Regina Flávia Dias Coimbra.

Eles foram autuados nos crimes de responsabilidade fiscal, peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa além de outros que tão sendo investigados. Regina Flávia teve o pedido para que a sua prisão temporária fosse transformada em preventiva porque no decorrer das investigações ele apareceu como a principal articuladora do processo de lavagem de dinheiro.

Os promotores descobriram que no ano passado ela comprou um imóvel em São Gabriel da Cachoeira e que neste ano ele vendeu o imóvel para a prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro por R$ 150 mil e que mensalmente ela vem recebendo valores que vão de R$ 18 mil a 25, porém o imóvel permanece no nome dela.

Na movimentação financeira da prefeitura foi verificado que no período de janeiro de 2013 a março de 2015 foram realizadas mais de 700 movimentações bancárias ilegais que resultaram em R$ 10,897 milhões de saques ilegais dos cofres da prefeitura.

Regina Flávia revelou que com o dinheiro do pagamento deste imóvel ela comprou um terreno em um condomínio fechado em Iranduba onde construiu uma casa de luxo com piso em pedras e paredes em vidro temperado espelhado. Ela também toucou de carro e no final do ano passado colocou silicone dos seios e fez lipoescultura no corpo no valor de R$ 18 mil. “E o dinheiro saindo da prefeitura graciosamente”, afirmou o promotor Lauro Tavares.

Provas estão aparecendo

O promotor Lauro Tavares informou que ontem, terminaram as oitivas do grupo de investigados e que as provas estão aparecendo e as investigações não se encerram aqui, o processo continua e haverá desdobramento.