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Miniusinas de energia, com Sistema de Faturamento Pré-pago, implantadas em comunidades da Amazônia

Modelo de “miniusinas” nos municípios amazonenses deverá ser exportado País afora; Parintins terá experimento solar 01/07/2012 às 00:14
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De acordo com o engenheiro elétrico Anderson Bittencourt, o Polo Industrial de Manaus poderá produzir equipamentos
Jornal A critica Manaus

De acordo com a Eletrobras Amazonas Energia não existe projeto em andamento para os 25 municípios amazonenses aptos a receber energia solar. Entretanto, a empresa subsidiária da Eletrobrás informou que atende, desde julho de 2011, 12 comunidades isoladas com o projeto “12 Miniusinas com Minirredes e Sistema de Faturamento Pré-pago”, por meio do Programa Luz Para Todos, nos Municípios de Novo Airão, Autazes, Barcelos, Beruri, Eirunepé e Maués. Este formato é considerado único o Brasil.

A Eletrobrás Amazonas Energia aguarda a aprovação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para que 95 novas miniusinas do mesmo modelo sejam instaladas em outras localidades do interior do Amazonas.

Híbrido

A concessionária informou ainda que também vai iniciar no Município de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus) um sistema piloto de painéis solares em algumas residências. Adotando um sistema híbrido, o consumidor parintinense poderá utilizar energia fotovoltaica em determinado período do dia. Em um outro momento, ele utilizará a energia vinda das redes de distribuição de energia da Eletrobras, como de costume. A Eletrobras informou ainda que já vem sendo desenvolvida a produção de energia elétrica a partir do etanol da mandioca, projeto único no País.

Uma usina instalada na Vila de Lindóia, no Município de Itacoatiara (170 quilômetros de Manaus), passará a produzir, ainda em fase experimental, o etanol da mandioca para alimentar geradores de energia que irão atender moradores daquela localidade. Posteriormente, a empresa planeja levar o mesmo formato de fonte de geração de energia elétrica para outros municípios do Amazonas e de outros Estados.

Sobre a possibilidade de alguns equipamentos utilizados serem produzidos em Manaus, o engenheiro elétrico que está à frente do projeto, Anderson Bittencourt, disse que “não existe sequer uma empresa no País produzindo módulos solares”. “Não vamos mais precisar comprar na Alemanha, Índia ou China”, contou.