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Mitouso defende-se das acusações do Ministério Público

O prefeito Arnaldo Mitouso disse ser inocente das acusações feitas pelo Ministério Público do Estado (MPE/AM) de desvio de R$10 milhões da prefeitura de Coari. 29/08/2012 às 18:02
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Arnaldo Mitousoenvia nota à imprensa e defendendo das acusações do MP
acritica.com Manaus (AM)

O prefeito de Coari rebateu as acusações do Ministério Público do Estado (MPE/AM), que o denunciou à Justiça do Amazonas, pedindo seu afastamento, e o de diversas pessoas dos cargos que ocupam.

“Agora, em Coari, se faz licitação, se dá ampla publicidade, seguindo o que determina a Lei de Licitações (nº 8.666), com o cumprimento de normas como capacitação técnica e financeira. Antes, era comum não fazer licitação, ou quando se fazia, ela era direcionada criando regras descabidas para impedir a participação das empresas de Coari”, comenta Mitouso em nota à imprensa.

Ele ainda esclarece que não há nenhum impedimento na Lei de Licitações que impeça a participação de empresas do muinicípio de Coari, pertencentes a parentes de secretários ligados a sua administração, de entrarem no processo licitatório.

“É só ler o próprio acórdão 984/2003, do Tribunal de Contas da União, sobre quem pode ou não participar de licitações, que está bem claro que em nome da própria impessoalidade da administração pública, eu não posso alijar essas empresas. Sob que justificativa eu faria isso?”, argumenta Mitouso.

Quanto ao fato de pessoas com seu sobrenome estarem recebendo ajuda do governo por meio de programas assistencialistas, Mitouso se defende dizendo que, por ser de Coari, é inevitável que possua familiares na cidade, muitos de origem humilde. E que a admissão deles nos programas foi feita durante administrações anteriores a sua.

“Quanto ao nome do meu neto surgir neste cadastro, foi um erro terrível, que quem foi responsável já foi rigorosamente punido. Mais eu crio meu neto, ele mora comigo e jamais faria uma coisa dessas para prejudicar a minha administração. Mas, há de se averiguar o que é erro e o que é má fé”, finalizou Mitouso.