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Moradores pedem saída de padre durante o Grito dos Excluídos

Os moradores da Matinha, Centro, querem que a arquidiocese de Manaus substitua o padre Ivan Souza da paróquia de Santa Luzia, por considerá-lo a causa do abandono de fiéis das igrejas da comunidade. 06/09/2012 às 12:39
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Grupo de moradores quer a saída do pároco da igreja de Santa Luzia, no bairro Presidente Vargas
acritica.com Manaus

O pároco da igreja Santa Luzia, no bairro Presidente Vargas, Matinha, Ivan Costa de Souza,  será alvo de protesto nesta sexta-feira (7) por grupo de moradores, durante a marcha do Grito dos Excluídos, prevista para às 17h. O grupo acusa o padre de ser centralizador, autoritário, antisocial e intransigente com a comunidade.

"Ele não ouve a comunidade e toma decisões sem consultar o Conselho Paroquial que é representativo dos moradores", conta Henrique Santos, um dos moradores, ao descrever que desde quando assumiu a paróquia, o padre comete desmandos, com insulto aos paroquianos.

"Para se ter uma ideia, as nossas missas de domingo que antes lotavam, agora são feitas apenas com quatro 'gatos pingados', porque todos se sentem desestimulados pela ignorância dele", diz a moradora Disney Bragança.

De acordo com os moradores, o mesmo comportamento do padre Ivan Souza já teria feito com que a Arquidiocese de Manaus o transferisse da igreja da Compensa (onde atuava como pároco) e da igreja do bairro do São Raimundo (onde servia como vigário), para Paróquia de Santa Luzia.

"Nós já estivemos na Arquidiocese duas vezes em abril, falamos com o bispo Dom Mário, mas nada foi feito, ele pediu apenas que nós rezássemos', conta Suziane Nascimento Xavier.

O grupo de moradores considera caótica a situação vivida pela Paróquia de Santa Luzia e dos demais templos subordinados. Eles também reclamam de maus tratos, abandono das comunidades e da própria paróquia.

O portal acritica.com tentou falar com o padre  Ivan Costa de Souza, por  meio do telefone  93 90 XXXX , mas o número estava desligado.

Posição da Arquidiocese de Manaus

O Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Luiz Soares Vieira, disse que estava sabendo do descontentamento dos moradores e que o bispo Dom Mário Pasqualoto vinha buscando conciliar a situação do padre com os moradores.

Dom Luiz informou que Dom Mário Pasqualoto chegou a conversar tanto com os moradores quanto com o padre Ivan sobre esse clima de animosidade e explicou que não são todos os moradores que estão se distanciando da igreja e sim "eles estão se afastando porque não querem saber do padre".

Segundo o arcebispo, a insatisfação dos moradores "são conflitos de relacionamento” de um grupo de moradores" com o padre e não de toda a comunidade. "Agora, se eles vão lá (na caminhada do Grito dos Excluídos) é direito deles", disse Dom Luiz. 

Ele destacou que as coisas de igreja têm que ser resolvidas na própria igreja, por meio do diálogo, da conciliação e com base nos ensinamentos bíblicos. Dom Luiz acha que ao ir à caminhada os moradores irão acirrar mais ainda a situação. "Não é forçando isso por meio da imprensa que se resolve, isso parece mais uma "atitude política", concluiu.