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Mototaxistas circulam sem regulamentação em Manaus

Os “profissionais” cobram o que bem entendem, montam postos nos lugares mais impróprios e usam a calçada como pista 30/08/2012 às 07:42
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Ponto de mototáxi é montado em plena pista da avenida Itaúba, na Zona Leste
Florêncio Mesquita ---

Sem regras que limitem e oficializem a fiscalização e punição para a atividade  de mototáxi em Manaus, motociclistas  fazem o que querem pelas ruas e calçadas de todas as zonas da cidade. A ocupação irregular de canteiros centrais, calçadas e até praças públicas estão entre as principais irregularidades praticadas diariamente. Os espaços são utilizados como estacionamento e ponto de mototáxi sem que haja a qualquer intervenção do poder público municipal.

Vários logradouros públicos espalhados pela cidade, que deveriam ser exclusivos para a passagem de pedestres, foram invadidos para dar lugar à colocação  de tendas que servem como ponto de mototáxi. A legislação municipal proíbe a ocupação e apropriação indevida destes ambientes, que deveriam ser para uso comum. 

Com perda de espaço, o pedestre é obrigado a invadir a pista de rolamento  e disputar espaço com os carros enquanto motocicletas ficam estacionadas sobre calçadas. As Zonas Norte e Leste da capital são as que concentram o maior número de irregularidades. Na avenida Grande Circular, na Zona Leste, por exemplo, é fácil ver o descaso e a falta de fiscalização da atividade. Em muitas esquinas existem barracas e motocicletas sobre a calçada. Um das maiores está localizada ao lado da base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Na avenida Itaúba, no bairro Jorge Teixeira, também na Zona Leste, uma tenda foi instalada no meio da pista para servir de abrigo aos mototaxistas. Sob a estrutura, motocicletas dividem espaço com cadeiras de embalo onde os condutores esperam a próxima corrida. A tenda ainda é cercada com cones para delimitar o espaço.    

O presidente da Central Única dos Mototaxistas do Amazonas (UEM), Paulo Vitorino Falcão, reconhece que é irregular ocupar calçadas, mas explica que a prática só ocorreu porque a profissão ainda não foi regulamentada. Segundo Falcão, existem aproximadamente 15 mil mototaxistas em Manaus, mas só seis mil agem corretamente seguindo normas mesmo que elas não sejam reconhecidas pelo município. Ele explica que os motataxistas que constroem bases sobre o espaço do pedestre  não indicam o modelo a ser seguido. “A prefeitura nunca disse como deveria ser o espaço do mototáxi ou onde ele poderia ficar por isso todo mundo faz o que quer mesmo sendo errado. Nós e muitas associações optamos pelo certo que é alugar prédios para montar as bases que servem de ponto  e deixar livre a calçada. Ninguém pode ficar sobre a calçada”, defendeu o dirigente.