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Cotidiano
MAUS CAMINHOS

Mouhamad Moustafa é preso novamente por ultrapassar limite do perímetro urbano

O médico e empresário acusado de liderar um esquema que desviou R$ 110 milhões da Saúde no Amazonas usava tornozeleira eletrônica 21/10/2017 às 19:25 - Atualizado em 21/10/2017 às 20:50
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Foto: Divulgação
Geizyara Brandão Manaus (AM)

Foi preso novamente na manhã deste sábado (21), em Manaus, por ultrapassar o limite do perímetro urbano permitido, o médico e empresário Mouhamad Moustafa, acusado na Justiça de liderar um esquema criminoso que desviou R$ 110 milhões da Saúde no Amazonas, conhecido como “Maus Caminhos”. Ele usava tornozeleira eletrônica. A informação foi confirmada pelo advogado de Mouhamad, Ravik Ribeiro.

De acordo com o advogado, outros detalhes sobre a prisão estão sendo levantados por outra advogada do réu, Simone Guerra, para que as medidas possam ser tomadas. “Estou esperando chegar algumas informações, ainda não sei a totalidade disso”, disse. Segundo Ravik, Mouhamad negou ter saído do limite permitido. “Ele afirma que não saiu do perímetro que lhe era permitido”. O advogado ressaltou que ainda não sabe para onde Mouhamad foi levado.

Moustafa é acusado na Justiça de liderar uma organização criminosa que desviou R$ 110 milhões de verbas públicas por meio de contratos da Secretaria de Saúde do Estado (Susam) com o Instituto Novos Caminhos, segundo denúncia do Ministério Público Federal. Uma operação foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 20 de setembro de 2016, a “Maus Caminhos”, que culminou com a prisão de Mouhamad e da advogada dele, Priscila Marcolino Coutinho.

A reportagem do Portal A Crítica tentou entrar em contato com a advogada Simone Guerra, que atua em Manaus na defesa de Mouhamad, através dos números de telefone (92) ****-8590 e ****-0078, mas até a publicação desta matéria não obteve sucesso.

No dia 30 de agosto deste ano, Mouhamad Moustafa e Priscila Marcolino foram soltos pela Justiça após conseguiram um alvará de soltura com juíza Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal, relatora do processo da “Maus Caminhos”. Os advogados conseguiram o alvará após o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro baixar para os valores das fianças de Mouhamad e Priscila.