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Movimento grevista da Ufam ganha reforço de mais docentes

No total, 257 docentes deflagraram a greve na capital e do interior, após deliberação nas assembleias locais. Mas, a paralisação já ganhou a maioria das unidades acadêmicas da Ufam, onde 80% das aulas já estão paralisadas. 21/05/2012 às 18:15
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A paralisação já ganhou a maioria das unidades acadêmicas da Ufam, onde 80% das aulas já estão paralisadas.
acritica.com Manaus

O Comando Local de Greve (CLG) dos docentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) apresentou oficialmente, durante Assembleia Geral da categoria, na manhã desta segunda-feira (21), números da adesão dos professores ao movimento paredista das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). No total, 257 docentes deflagraram a greve na capital e do interior, após deliberação nas assembleias locais. Mas, a paralisação já ganhou a maioria das unidades acadêmicas da Ufam, onde 80% das aulas já estão paralisadas.

No Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) esse percentual é maior, conforme o diretor da Adua e professor do curso de Ciências Sociais, Luiz Fábio Paiva. “A unidade acadêmica está com 95% das atividades paralisadas”, disse. O professor ressalta que os próprios estudantes do ICHL demonstraram apoio à greve na última semana. “Em assembleia, os estudantes de Serviço Social decidiram apoiar a paralisação. Na sexta-feira, os alunos do curso de Letras Língua Portuguesa esperaram um professor entrar na sala de aula e, todos juntos, se retiraram como forma de protesto aqueles que ainda resistem ao movimento grevista”, contou. A previsão é que ainda esta semana ocorra uma reunião setorial no ICHL.

Na Faculdade de Educação (Faced), praticamente todos os professores paralisaram as suas atividades, inclusive docentes dos cursos de pós-graduação, informou a professora Ana Cristina Fernandes, representante daquela unidade acadêmica no CLG. “A Faced está bem consciente dos motivos da greve. Agora o desafio é fazer um calendário de ações para mantermos o caráter de uma greve de ocupação”, afirmou. Essas atividades serão debatidas na reunião setorial marcada para esta quarta-feira (23), a partir das 9h.

A Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) deu mais peso ao movimento de greve dos docentes. De acordo com a professora Maria Teresa, representante do CLG na Faculdade, apenas dois dos 80 professores da unidade acadêmica declararam ser contra a paralisação. “Estamos organizando uma reunião setorial para sensibilizar os docentes dos cursos de pós-graduação que ainda estão resistindo”, declarou.

A Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Feff) também paralisou quase 100% das atividades de graduação e pós-graduação, de acordo com informações do professor João Libardone, outro integrante do CLG. Dos 35 professores da unidade, 25 participaram da assembleia e votaram a favor da paralisação. “Os próprios alunos anunciaram apoio a greve”, afirmou. A Faculdade de Farmácia também paralisou as atividades. No Instituto de Ciências Biológicas (ICB) a assembleia está prevista para ocorrer ainda esta semana.

 AG é superior ao Consuni

Um dos pontos que causou polêmica durante a AG, que reuniu cerca de 80 professores da Ufam, foi o anúncio de que docentes da Faculdade de Tecnologia (FT) e da Faculdade de Estudos Socais (FES) vão esperar o posicionamento do Conselho Universitário (Consuni) sobre o calendário acadêmico para manifestar apoio ou não a greve.

 “O papel do Consuni não é de manifestar sobre a greve, nem de validar nenhuma atividade durante o período grevista. A assembleia dos professores é superior, temos autonomia para isso. O Consuni deve apenas avaliar o calendário acadêmico que vamos propor para repor as aulas”, declarou o professor Gilson Monteiro.

Entre as unidades que ainda resistem à paralisação estão as Faculdades de Medicina, Direito, Odontologia, bem como os cursos da FT e FES.