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Cotidiano
APURAÇÃO

MP dá 15 dias para explicações sobre contratos milionários entre Susam e Imed

Medida foi tomada após áudio vazado entre o irmão do governador David Almeida e e presidente de instituto que acusou superfaturamento 18/08/2017 às 15:09 - Atualizado em 18/08/2017 às 15:52
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Procurador-geral disse que situação será apurada (Foto: Camila Pereira)
Camila Pereira Manaus

O Ministério Público do Estado (MP-AM) abriu o prazo de 15 dias, a partir de hoje, para que as partes envolvidas na denúncia de superfaturamento de 780 cirurgias no hospital Delphina Aziz se manifestem. O prazo faz parte do procedimento preparatório instaurado pelo órgão para apurar a denúncia. 

O contrato celebrado entre a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) e o Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED) custa R$ 8,4 milhões, o que dá em torno de R$ 10 mil por operação. 

“Evidentemente vamos ouvir as todas as pessoas envolvidas. E, claro, fazer que dentro desse desdobramento o procedimento ganhe, se necessário, uma amplitude. Vamos analisar, já que aqui dentro temos duas promotorias de saúde, especificamente, para que a gente vá adiante e veja todos os outros contratos que estão em execução. Apurar o que está acontecendo”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Fábio Monteiro.

Na quarta-feira (16), áudio divulgado nas redes sociais mostra uma pessoa identificada como irmão do governador interino David Almeida (PSD), Daniel Almeida, pressionando a diretora do Instituto Gente Amazônica (Igam), Maria de Nazaré Menezes, que denunciou o superfaturamento dos procedimentos cirúrgicos na unidade hospitalar da Zona Norte de Manaus.

“O teor da conversa que foi divulgada foi muito dura, preocupante, quando há fala  de uma representante de um instituto e as tratativas ali. Então, com certeza num breve espaço de tempo vamos ter as informações e tomaremos as providências que o caso requer”, disse o procurador. “Quando tomei conhecimento do áudio, do material divulgado, eu imediatamente, determinei que se aquele tema estava sendo apurado em alguma promotoria e confirmou-se que não. Então, instalou-se o procedimento aqui na procuradoria geral para coletar os dados e apurar”.