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Muitos hotéis, baixa ocupação

No primeiro semestre, das 5 mil unidades existentes no setor hoteleiro local, apenas 49% foram efetivamente ocupadas 11/08/2012 às 12:25
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Até 2014 Manaus terá 8 mil unidades habitacionais na rede hoteleira
Renata Magnenti ---

Manaus tem atualmente um total de 5 mil unidades de habitação na rede hoteleira, suficiente para acomodar os turistas que visitam a cidade. No entanto, no primeiro semestre menos da metade das unidades (49%) foram efetivamente ocupadas. De olho nesse dado, o presidente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis no Amazonas (ABRH-AM), Roberto Bulbol, questiona se realmente são necessárias mais 3 mil unidades previstas para serem lançadas até  2014.

A expectativa de Bulbol é que o setor alcance até o final do ano a média de ocupação registrada em 2011 de 56%. Segundo ele, a preocupação é quanto ao futuro e as inaugurações para a Copa do Mundo. “Teremos um total de 8 mil unidades. Temo que não teremos turistas para ocupá-las. O que faremos?”, questiona.

Na visão do empresário, que atua no segmento há 50 anos, o governo faz muito pouco para atrair novos turistas. “É certo que vivemos um período de crise, em que os turistas europeus e norte-americanos estão viajando menos. Porém, é vergonhoso trazer um turista para ver um centro da cidade tomado por ambulantes, com mau cheiro, sujo, entre outros problemas”, disparou.

Devido à baixa ocupação, Bulbol destaca que os custos para se manter um hotel ficam ainda mais elevados. Além da folha de pagamento, o custo com energia elétrica é alto. Os hotéis, que têm substação própria,  recebem energia em alta e a transformam em baixa voltagem. Bulbol defende a ideia de que o Governo do Estado ofereça ao segmento tratamento tributário diferenciado em relação aos 25% referentes ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da energia. “As fábricas têm incentivos de ICMS, próprios do modelo Zona Franca. Nós também precisamos subsídios”, afirmou. Hoje, o setor tem incentivo municipal e deixou de pagar 5% de Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para pagar 2%.