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Mulheres são as maiores vítimas dos sequestros-relâmpago na capital do Amazonas

Preferência dos bandidos por mulheres que dirigem é, segundo a polícia, por conta da menor possibilidade de reação 14/01/2012 às 09:22
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Preferência dos bandidos por mulheres que dirigem é, segundo a polícia, por conta da menor possibilidade de reação
Jornal A Crítica Manaus

Mulheres com idades entre 35 e 64 anos, moradoras da Zona Sul e que dirigem à noite. Esse é o perfil das vítimas mais visadas pelos bandidos para os chamados “sequestros relâmpagos”, praticados na cidade. Dos 15 casos registrados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) no ano passado, nove tinham a submissão de pessoas do sexo feminino ao cárcere privado. Este ano, em menos de 15 dias já ocorreram dois casos do tipo.

Exemplo disso foi o que aconteceu ontem, com a empresária Sirlane Silva Conceição, 40, e com a assessora parlamentar Aline Vasconcelos Guimarães, 26. Nos dois casos, as vítimas foram mantidas no porta-malas dos respectivos veículos enquanto os bandidos agiam na cidade usando o carro. Durante o tempo em que ficou em poder dos bandidos e sob a ameaça de estupro feita por um deles, Aline disse ter vivido seus piores momentos.

“Eu vivi horas de medo e terror”, desabafou. Essa “preferência” dos bandidos por vítimas do sexo feminino, de acordo com o delegado Orlando Amaral, da especializada em Homicídios e Sequestros (Derfd), é porque, dificilmente, os bandidos esperam uma reação delas diante de uma ameaça. “Não é discriminação. Mas uma mulher dificilmente tem a reação de um lutador de jiu jitsu, por exemplo. Ao abordar um homem, as chances de se deparar com um lutador desses, e que pode esboçar uma reação, são grandes”, explica. “Eles acreditam que a mulher pode ceder muito mais facilmente a uma investida”, completa.

De acordo com a Polícia Civil, na maioria dos casos de sequestro relâmpago, registrados em Manaus, os bandidos utilizam o carro da vítima para praticar crimes de assaltos e roubos em geral e libertam a vítima.

Sequestro e extorsão

O que caracteriza o sequestro, de acordo com o artigo 148 do Código Penal Brasileiro, é toda e qualquer forma de privar alguém de sua liberdade. A pena é de um a três anos de reclusão. Isso independe da condição que o criminoso impõe para a libertação da vítima.

Quando há a exigência, a cobrança de um valor ou bem em troca da liberdade da vítima é caracterizado o crime de “extorsão mediante sequestro”, previsto no artigo 159, do CPB, com pena que pode variar de oito a a 15 anos de prisão. Para evitar que em qualquer um dos casos - relâmpago para fins de assaltos ou com pedidos de resgate - haja agressão ou morte, a polícia aconselha: tão logo haja o conhecimento da família, a primeira a ser comunicada é a Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS), única preparada para lidar com os casos