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"Não descarto aliança com Amazonino", disse governador do Amazonas

Omar Aziz conversou na última sexta-feira (27) com o prefeito Amazonino Mendes e o senador Eduardo Braga 28/04/2012 às 11:23
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Encontro do PMDB reuniu representantes de 25 prefeituras
Lúcio Pinheiro Manaus

O governador Omar Aziz (PSD) disse, na última sexta-feira (27), que não descarta uma aliança com Amazonino Mendes (PDT) nas eleições de outubro, e nem se afastará do prefeito por causa do senador Eduardo Braga, presidente do PMDB. “Não descarto, não. O Eduardo tem as suas relações, que eu respeito. E eu tenho as minhas, que ele respeita”, afirmou Omar aos jornalistas.

A declaração do governador  foi feita minutos após sair de encontro regional do PMDB, realizado ontem, no ‘Morada Buffet’, na Morada do Sol, Zona Centro-Sul, em Manaus, onde Omar foi cortejado por Braga, e apresentado pelo senador como o “principal elo” no arco de aliança que a legenda pretende atrair para turbinar sua participação nas eleições deste ano.

No mesmo dia em que foi bajulado pelo PMDB de Braga, Omar Aziz teve uma conversa demorada com Amazonino, por telefone. E o assunto dos dois foi um dos principais temas da disputa eleitoral deste ano: o abastecimento de água. “Converso com todo mundo. Hoje mesmo conversei demoradamente com o Amazonino. Liguei para tratar do Proama (Programa Águas para Manaus)”, disse.

Efeito água

Foi justamente o tema da água que motivou os primeiros atritos deste ano entre os prefeituráveis Amazonino e Braga. Após críticas do senador, o prefeito rebateu os ataques tachando o ex-pupilo de “picareta” e de “enganador”.

Braga rompeu com Amazonino em 1997, ao ser preterido ao Governo do Estado por conta da emenda da reeleição. O senador reaproximou-se do prefeito em 2002, ano em que foi eleito governador pela primeira vez. Em 2004, retribuiu a gentileza e deu apoio a Amazonino que perdeu a eleição para prefeito de Manaus para Serafim Correa (PSB).

Apesar da proximidade com Amazonino, Omar afirmou que considera difícil ficar de fora do arco de aliança que o elegeu governador em 2010, sob a liderança do PMDB de Braga. “Acho difícil nós não estarmos todos (partidos da aliança) juntos”, disse o governador.

O impasse dessa vez é quem comandará o grupo. Pois, ao sentar na cadeira de governador, Omar dividiu as forças políticas com Braga. E ao migrar para o PSD, levou com ele cinco deputados estaduais e 16 prefeitos do interior. O termômetro do embate entre as duas lideranças se reflete na demora em definir o candidato do grupo para concorrer à Prefeitura de Manaus.

“Já sentamos seis vezes. É uma decisão que compromete tanto a mim quanto a ele (Eduardo Braga). Porque vamos avalizar um nome para Manaus. E quando você avaliza você avaliza as coisas boas e as ruins e os erros e equívocos que ele (candidato) pode cometer”, comentou Omar Aziz.

Questionado se o PSD abriria mão de ser cabeça de chapa em nome de um candidato do PMDB, o governador retrucou: “Ou o PMDB também abre mão. Isso aí não é problema”.

Pauderney vê vantagem na aliança

Outro nome que sentou à mesa do PMDB com o senador Eduardo Braga, ontem, mas hesita em abrir mão de seus interesses nas eleições desse ano é o deputado federal e presidente regional do DEM, Pauderney Avelino. “O fortalecimento da aliança é bom para a minha candidatura”, declarou Pauderney, ao deixar o evento.

Além do governador Omar Aziz (PSD) e do deputado Pauderney Avelino (DEM), estiveram no encontro regional do PMDB, integrando o arco de aliança da sigla o ex-senador João Pedro (PT), a deputada federal Rebecca Garcia (PP) e o deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB).

Segundo Eduardo Braga, a presença das lideranças partidárias no evento do PMDB serviu para mostrar com qual partido conversar no interior e na capital. “Para que amanhã não apareçam alianças em municípios que não estejam de acordo com o a orientação regional”, declarou.

De acordo com Eduardo Braga, o PMDB devem manter suas alianças para continuar forte no Estado.

“Para fazer essa aliança de forma correta, é preciso estabelecer prioridade com o PSD, PT, PP e com o PTB. A orientação é manter as alianças, ampliar as alianças, fazer com que o projeto que está sendo vitorioso no Amazonas possa continuar”, disse Braga.