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Cotidiano
PRESIDÊNCIA

Não sou pré-candidato à Presidência da República, diz Henrique Meirelles

O atual ministro da Fazenda de Temer acrescentou que toma decisões na hora certa e que, no momento, a atenção dele está voltada ao trabalho 03/11/2017 às 10:40 - Atualizado em 03/11/2017 às 10:44
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Foto: Agência Brasil
Reuters Brasília (DF)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira (3) que não é pré-candidato à Presidência da República, acrescentando que toma decisões na hora certa e que, no momento, a atenção dele está voltada para bom trabalho à frente do Ministério. “Evidentemente tenho consciência de que existe espaço importante na política brasileira para quem defende as reformas, a modernização da economia”, disse Meirelles em entrevista à Rádio Gaúcha.

“Eu tenho bastante consciência de que muitas pessoas tenham uma certa expectativa de um candidato que defenda esta linha de atuação e que ao mesmo tempo tenha experiência. Mas, no momento, como eu disse, eu não estou pensando nesse assunto. Eu estou focado na economia”, completou.

As declarações foram dadas após o ministro ter admitido em entrevista à revista Veja publicada na véspera que o nome dele é cotado para ser candidato à Presidência da República em 2018, mas que só tomará uma decisão a respeito no ano que vem.

Meirelles voltou a repetir o discurso nesta sexta-feira (3) ao lembrar que aqueles que ocupam cargo no Executivo têm até 31 de março para definição legal de qualquer investida eleitoral. Meirelles também afastou novamente a possibilidade de uma candidatura à Vice-Presidência, destacando que “evidentemente isso não se coloca” e que não será candidato ao cargo “em nenhuma hipótese”.

Na segunda-feira (30), o ministro havia dito que seria “até interessante” o cargo de vice-presidente da República. Pouco mais tarde, contudo, justificou que a afirmação dele havia sido uma “mera brincadeira”.

Meirelles, filiado ao PSD, tem se articulado nos bastidores para concorrer às eleições presidenciais do próximo ano, contando inclusive com uma equipe própria voltada a esse objetivo, de olho na melhora de sua estratégia de comunicação em meio à recuperação da economia.

Nesta sexta-feira (3), o ministro reconheceu que a sensação de melhora ainda não é generalizada na economia e atribuiu essa percepção ao fato de o país ter enfrentado a maior recessão de sua história. “Nossa expectativa com o crescimento do emprego, com o crescimento da economia, com o crescimento gradual da renda... é que nós teremos essa sensação começando a predominar nos próximos meses”, pontuou.

Sobre a reforma da Previdência, ressaltou que o governo defende a proposta aprovada em Comissão Especial na Câmara dos Deputados, mas afirmou que o Congresso Nacional é soberano na análise da questão.

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