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Negócios nas alturas: empresa de limpeza e manutenção de fachadas lucra em Manaus

Proliferação de edifícios em Manaus abre espaço para serviços especializados de manutenção, onde, além de técnica, é preciso uma boa dose de coragem 26/08/2012 às 16:20
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Equipe do Rapel Ponto Alto cuida da manutenção de fachadas muitos metros acima do solo
Joubert Lima Manaus

A verticalização de Manaus – com o boom imobiliário que resultou na construção de vários edifícios pela cidade – vem abrindo espaço para novos serviços. Um dos mais promissores é o de limpeza e manutenção de fachadas, que exige pessoal com qualificação e treinamento específicos. Por enquanto, apenas quatro empresas prestam esse tipo de serviço em Manaus, mas com tantos prédios novos e em construção, o surgimento de mais empreendedores é uma questão de tempo.

Há alguns anos, quem precisasse desse serviço tinha que contratar profissionais autônomos, geralmente, oriundos da construção civil ou de esportes radicais como rapel e arvorismo. A demanda aumentou e surgiram as primeiras empresas locais especializadas na área.  

Foi para aproveitar esse filão que a Vertical Life, que atuava apenas com turismo de aventura, ampliou o leque de serviços e especializou-se na limpeza, manutenção e suporte a atividades de risco nas alturas.

“Iniciamos com prática de rapel, escalada e arvorismo. Com a cidade se verticalizando, começamos a trabalhar em alguns prédios”, conta o proprietário Moabe Vargas. Mas o grande voo da empresa ocorreu quando a Vertical Life venceu a concorrência para dar suporte na construção da ponte Rio Negro. A empresa atuou, por exemplo, na instalação do sistema de iluminação e de para-raios da ponte.

Quem também se lançou no novo ramo foi o empresário Barros de Oliveira, da Ponto Alto Rapel, que trouxe da construção civil a experiência com trabalhos em áreas externas em alturas elevadas. A empresa está no mercado há três anos e mantém na carteira de clientes, instituições como a Receita Federal e hotéis como Holyday Inn, Sleep Inn e Quality.

Barros conta que sempre gostou de altura e queria praticar rapel, mas o trabalho na construção civil o mantinha ocupado. Em 2009, percebendo o crescimento da demanda pelo novo serviço, resolveu montar sua própria empresa.

Os preços variam de acordo com a complexidade do trabalho, número de profissionais envolvidos e técnicas necessárias. Como o ramo é recente na cidade, cada empresa adota um jeito próprio para determinar os valores.

Capacitação
O jovem empresário Nelson Ruiz, 24 anos, começou nos negócios fazendo reformas em residências. Atento à demanda por serviços em fachadas, tratou de equipar a empresa – a Ruiz Reformas – e qualificar a equipe. Fez treinamento durante um ano e investiu na compra de equipamentos de ponta. Nelson avalia que o mercado em Manaus é gigante, mas precisa amadurecer. “Antigamente, meu cliente era prédio velho. Hoje, clientes com um ano de prédio, já procuram pelo serviço”, conta.