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Níveis dos rios Juruá e Purus, no Amazonas, ultrapassam cotas registradas em 2011

Nesta quinta-feira, o sub-comandante da Defesa Civil vai a Guajará acompanhar a situação da cheia no sul do Amazonas 11/01/2012 às 18:00
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Cheia no Amazonas registrada em 2009
Elaíze Farias Manaus

Os níveis dos rios Juruá e Purus, no início deste mês, ultrapassaram as cotas registradas no mesmo período de 2011. O pico destes dois rios ocorre entre fevereiro e abril e se a chuva intensa nestas áreas continuar, a cheia pode ser significativa, segundo o superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Antônio de Oliveira.

No último dia 7, a cota no rio Juruá, em Eirunepé, sul do Amazonas, estava em 16,20metros. Nesta quarta-feira (11), ela foi registrada em 16,25. No dia 11 de janeiro de 2011, o nível era de apenas 6,70 metros, segundo o CPRM. A enchente máxima em Eirunepé foi registrada em 1986 e chegou a 17,31 metros.

Em Boca do Acre, o rio Purus está em 16,65 metros nesta quarta-feira. No último dia 7 estava em 13,90. A cheia máxima naquele município ocorreu em 1971, quando o nível chegou a 21,83 metros.

Oliveira destacou que, diferente do rio Solimões e do rio Negro, o Juruá e o Purus têm uma característica – são mais estreitos –  condição responsável por um impacto mais significativo em caso de um grande volume de chuvas. “Nesta época ainda não dá pra definir o comportamento da cheia. Mas ela está um pouco adiantada na região sudoeste do Amazonas”, disse Oliveira.

Viagem

No rio Solimões, no município de Tabatinga, o nível é considerado normal para o período, mas já merece atenção.

Nesta quarta-feira, a cota está em 10,07 metros. Ano passado, neste mesmo dia, ela foi registrada em 5,93. A cheia recorde do Solimões naquele município foi registrada em 1999 e chegou a 13,82.

O subcomandante da Defesa Civil Estadual, Hermógenes Rebelo, disse ao portal acrítica.com que nesta quinta-feira (12) irá acompanhar a situação da cheia do Juruá no município de Guajará onde, segundo ele, o governo vem destinado estado de atenção. “A prefeitura está sinalizado com o decreto de emergência mas lá verificar. Se houver necessidade, já estamos preparando estrutura de resposta com ajuda humanitária e de logística”, disse Rebelo.

Rebelo reiterou que o Juruá e o Purus são rios de calhas estreitas e mais rasas e, por este motivo, bastante vulneráveis à chuva.