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Nova etapa do programa federal vai incluir fontes renováveis em populações tradicionais do AM

Estas fontes de energia são a alternativa encontrada para áreas onde o cabeamento tradicional é inviável em função da enorme distância entre as comunidades e a zona urbana 28/08/2012 às 08:10
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A comunidade Boa Esperança do Lago Amanã é uma das ainda não atendidas
Jornal Acrítica ---

A nova etapa do programa Luz Para Todos em comunidades remotas do Amazonas, como é caso das unidades de conservação ocupadas por populações tradicionais, consistirá na implantação de fontes renováveis. Uma dessas fontes será o modelo de usina fotovoltaica, mais conhecida como usina solar.

O gerente do departamento do programa Luz Para Todos, Rogério Guimarães, disse que a Eletrobras Amazonas Energia está montando um planejamento para atender as comunidades localizadas em áreas mais remotas das sedes municipais. Ainda não há, porém, uma data para o início da implementação deste projeto.

De acordo com Socorro Conde, engenheira ambiental do setor de projetos especiais do Luz Para Todos no Amazonas, desde 2010, o Ministério de Minas e Energia (MME) trabalha com projetos especiais que investirão em fontes renováveis. Estas fontes de energia são a alternativa encontrada para áreas onde o cabeamento tradicional é inviável em função da enorme distância entre as comunidades e a zona urbana - a outra dificuldade é o acesso, a maioria deles por via fluvial.

Em 2012, a Amazonas Energia estreou o projeto de instalação de miniusinas solares em comunidades rurais dos municípios de Maués, Novo Airão, Barcelos, Beruri, Autazes e Eirunepé. No Amazonas, 32 das 21 unidades de conservação possuem populações tradicionais. As demais são UC de proteção integral.

Participação ativa

Em nota envida ao jornal A Crítica, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) informou que o governo do Amazonas “participa ativamente das discussões sobre o Programa Luz Para Todos junto ao Departamento de Projetos Especiais da Amazonas Energia”.

A SDS informou que, durante as discussões, sugere soluções energéticas e alternativas para as UCS, como energia solar, energia de biomassa e energia de pequenas turbinas hidrocinéticas em substituição ao modelo de atendimento convencional. A orientação, segundo a SDS, é para que se implantem modelos sustentáveis.

“Fornecemos subsídios à tomada de decisão dos projetos de eletrificação rural, consultando a população local, de forma a reduzir os impactos e viabilizar o atendimento das famílias que residem na UC. A utilização da energia solar fotovoltaica é e sempre será a primeira alternativa sugerida para a implantação nas UCs. Entendemos que o Amazonas apresenta todas as características necessárias para aplicação dessa tecnologia renovável e sustentável”, informou, em nota, a SDS.