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Nova pista de pouso no interior do AM é alternativa para caças

Comara constrói as condições para localidade receber aviões do tipo F5 25/08/2012 às 08:59
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Indígenas são maioria na região de Iauaretê, na chamada Cabeça do Cachorro, em São Gabriel da Cachoeira
antonio ximenes Manaus

A Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (Comara) está construindo uma pista de 2 mil metros de comprimento por 30 metros de largura no pelotão de fronteira de Iauaretê, no município de São Gabriel da Cachoeira. A obra permitirá o pouso de caças de combate e aviões de transporte de grande porte, como o C-130  Hércules, com capacidade acima de dez toneladas.

No momento, a pista está na fase de terraplanagem e de aumento dos atuais 1.200 metros para os 2 mil planejados. “Esta é a maior obra da Comara no Amazonas e tem um papel muito importante na infraestrutura aérea da região”, disse o comandante do 1º Comando Aéreo Regional em Belém (1º Comar), Carlos Eurico Peclat dos Santos.

Na fronteira com a Colômbia, a pista de Iauaretê quando pronta, a previsão de término é para 2015, vai ter capacidade de abrigar em seu pátio de aeronaves 15 caças do modelo F5, hoje sete deles ficam estacionados na Base Aérea de Manaus.

Ela permitirá que as aeronaves supersônicas varram os céus da Amazônia em interceptações seguras que, no caso de emergência, tenham como alternativa a pista da região mais distante do território nacional, na garganta da “Cabeça do Cachorro”, como é conhecida a área.

“Esta obra, juntamente com a pista que foi concluída no pelotão de Palmeira do Javari, na fronteira com o Peru, e a que está sendo construída em Estirão do Equador, também na divisa com o Peru, servem para facilitar a vida dos pilotos de aviões de transporte e dos nossos caças”, destacou  o  comandante do 7º Comando Aéreo Regional (7º Comar) em Manaus,  Marco Antônio Perez.

Durante os próximos três meses as obras em Iauaretê vão ser aceleradas, em função do período de seca, época em que o canteiro de obras opera além de oito horas tradicionais, para dar vencimento as atividades.

“Nós aproveitamos o verão amazônico para colocar em prática os nossos planos de construção mais importantes. Durante a cheia transportamos os materiais para a obra pelos rios”, disse o chefe da Divisão de Engenharia da Comara,  Raymundo Salgado.

Para o chefe do Destacamento de Apoio aos Canteiros de Obras em Manaus (Daco-Manaus), Ronaldo Pereira de Mello, a logística para fazer chegar materiais como cimento, gás, alimentos até Iauaretê é uma das mais complexas, porque o rio Negro é cheio de cachoeiras e tem muitas pedras.

Tradição indígena é respeitada na região
Região habitada por 11 etnias, dentre elas Tucanos e Barés, Iauaretê se caracteriza por ser predominante indígena.Nesta direção, as tradições dos pajés são respeitadas. Os indígenas até conseguiram que os militares mudassem o local de uma pedreira, por entenderem que o barulho da explosão das dinamites iria perturbar a tranquilidade dos espíritos.