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Novos conceitos: Classe C se rende ao ‘luxo’

Enquanto nas classes A e B, o gasto com produtos ditos de luxo é de 19% da renda mensal, na classe C, o gasto é de 44% 19/04/2015 às 14:54
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Viagens a passeio estão entre os itens considerados “de luxo” pelas diversas classes de consumo
Jornal A Crítica Manaus (AM)

O conceito de luxo já não é o mesmo de décadas atrás, o que vem exigindo adaptações no mercado, que precisa desenvolver produtos de luxo específicos para a classe C. Um estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal Meu Bolso Feliz mapeou o significado do luxo para os brasileiros das classes A, B e C e identificou suas concepções, experiências, consumo e o quanto eles investem na compra dos produtos e serviços desse segmento. A pesquisa revela que não existe mais um conceito único sobre o que é luxo, e sim novas concepções: o luxo que é possível e acessível para as pessoas.

Segundo os dados, em média 35% da renda mensal dos consumidores é utilizada para serviços ou produtos que consideram de luxo. Em um ano, isso totaliza cerca de R$ 18 mil em gastos por ano - o percentual aumenta expressivamente entre a classe C (44% da renda mensal, 12 mil de gastos por ano) se comparada com as classes A e B (19% da renda mensal e 40 mil de gastos por ano; e 36% da renda mensal e 29 mil de gastos por ano, respectivamente). Foi identificado que 68% dos consumidores desse mercado pertencem à classe C.

Ao mesmo tempo em que a pesquisa procurou identificar quais são os produtos mais frequentemente associados ao luxo, também investigou aqueles que são os itens mais consumidos, ou seja, o “luxo possível” na vida das pessoas. Considerando o luxo que os entrevistados permitem a si mesmos, os itens mais citados são viagens (22%), alimentação (19%), produtos de beleza e perfumaria (10%), moda (10%) e carros (7%).

De acordo com a pesquisa, 89% já consumiram artigos que consideram de luxo pelo menos uma vez - 58 milhões em números absolutos. O perfil deste consumidor foi traçado na pesquisa: 68% pertencem à classe C, 63% têm entre 25 e 55 anos, e a maioria das pessoas toma conhecimento dos itens do mercado de luxo pela internet, mas prefere comprar em lojas convencionais de shoppings.

Marcas e experiências

A pesquisa também revela as diferenças no conceito do luxo para as diferentes classes sociais. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a princípio esse dado pode parecer estranho, mas é compreensível quando analisado a fundo o que as pessoas consideram ser uma vida de luxo. "Quando se fala especificamente em produtos de luxo, marcas famosas sempre foi vem à cabeça, independente da classe social”, explica.

Os resultados sugerem que, para os pertencentes da classe A, o luxo tem mais a ver com a experiência proporcionada ao invés da compra apenas, ou seja, poder viajar sempre que quiser (63% na classe A contra 42% na classe C), passar o tempo ao lado de pessoas queridas (39% na classe A contra 30% na classe C), frequentar bons restaurantes e ter acesso a produtos e serviços de qualidade.

Marcas e experiências

A pesquisa também revela as diferenças no conceito do luxo para as diferentes classes sociais. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a princípio esse dado pode parecer estranho, mas é compreensível quando analisado a fundo o que as pessoas consideram ser uma vida de luxo. "Quando se fala especificamente em produtos de luxo, marcas famosas sempre foi vem à cabeça, independente da classe social”, explica.

Os resultados sugerem que, para os pertencentes da classe A, o luxo tem mais a ver com a experiência proporcionada ao invés da compra apenas, ou seja, poder viajar sempre que quiser (63% na classe A contra 42% na classe C), passar o tempo ao lado de pessoas queridas (39% na classe A contra 30% na classe C), frequentar bons restaurantes e ter acesso a produtos e serviços de qualidade.