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Cotidiano
Após campanha

Número de casos de dengue registra redução de 52,45% no Estado do Amazonas

Dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) do Amazonas informou que em fevereiro houve 2.364 casos de dengue em todo o Estado enquanto março houve um total de 1.124 casos 23/04/2016 às 04:40 - Atualizado em 23/04/2016 às 10:16
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Em fevereiro, todos os governos uniram ações contra o mosquito / Foto: Euzivaldo Queiroz - 17/fev/2016
Isabelle Valois Manaus (AM)

As ações de combate do Aedes aegypti  no Amazonas, e em todo Brasil, no mês de março resultou na diminuição de até 52,45% dos casos registrados de dengue comparados com  os meses de fevereiro e março de 2016. Dados  da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) do Amazonas informou que em fevereiro houve  2.364 casos de dengue em todo o Estado enquanto março houve um total de 1.124 casos.

O diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, comentou que esse tipo de redução é previsto somente no período de maio, quando diminui as chuvas na região. “Estamos tendo um reflexo das ações em conjunto e vamos intensificar esse combate para continuar com essa redução no estado”, disse.

O período de maior risco de transmissão da dengue vai de dezembro a maio na região, conforme demonstram os dados epidemiológicos da doença. Mesmo com este recuo verificado em março, Bernardino, diz que é importante que a população continue mantendo as medidas de combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, para que os números possam manter-se em queda.

“Após a confirmação que o aedes é responsável pela a transmissão de outras doenças, como o zika e a chikungunya, a população tem estado mais alerta e realmente é isso que precisamos, temos que todos combater a proliferação do mosquito que é o principal vetor de transmissão dessas doenças. Com esse combate conseguimos dados importantes como este que estamos divulgando. Essa redução não se espera para este mês, mas sim pra maio, resultado do esforço coletivo”, explicou o diretor-presidente.

Bernardino reforçou que desde o mês de dezembro até maio do ano seguinte os focos dos casos chegam a  80% na região, que só diminui quando as chuvas também diminuem. Sobre as outras doenças transmitidas pelo Aedes, também houve redução. A zika fechou os primeiros três meses do ano com 2.301 casos notificados, sendo 2.259 na capital.

Distribuição          

Os demais casos de zika  foram registrados em Borba (1), Careiro (1), Coari (5), Humaitá (2), Iranduba (16), Itacoatiara (3), Manacapuru (2), Manaquiri (1), Manicoré (1), Novo Airão (1), Parintins (1), Presidente Figueiredo (3) e Rio Preto da Eva (4).

A Chikungunya, também transmitida pelo aedes encerrou o primeiro trimestre com 205 casos notificados, sendo 196 na capital e o restante distribuído entre Apuí (1), Coari (3), Iranduba (1), Itacoatiara (1), Manacapuru (1) e Rio Preto da Eva (2).

Preocupação com grávidas

Sobre os dados da Zika,o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque, informou que hemogramas para a confirmação dos casos só são realizados nas mulheres grávidas e pessoas que estejam em alguma classe de risco. O restante é confirmado pelos sintomas que o paciente apresenta quando realiza uma consulta nas Unidades Básicas.

O gerente de enfermagem do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do Coroado, Zona Leste, Moisés Cruz Pinho, confirmou que houve uma diminuição de pacientes na unidade com sintomas de dengue e zika no último mês, mas disse que ainda há casos diariamente como foi o caso da dona de casa Adélia da Silva Marinho, 58, que ontem procurou a unidade de saúde com os sintomas da doença.

Adélia disse que é moradora do Jorge Teixeira, Zona Leste, e que muitos vizinhos tem apresentado o sintoma parecidos como o da dengue. “Estou com tontura, dor de cabeça e vômito desde o último domingo. Quando foi hoje (ontem), me apareceu as manchas vermelhas, então resolvi procurar o SPA”, explicou.

A chikungunya registrou o primeiro caso de transmissão local em julho de 2015 e, a zika, em agosto do mesmo ano. Ambas tem sintomas parecidos.