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Número de pessoas que exercem a solidariedade cresce na web

Campanhas positivas estão cada vez mais em evidência nas redes sociais. Boas ações mostram aos usuários que ainda há motivo para acreditar no ser humano 24/08/2014 às 12:20
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Campanha, organizada nas redes sociais por Fernanda Bittencourt Souza, buscou por mais de oito meses um doador compatível de médula para Kalielton
jéssica vasconcelos ---

Em meio a diversos exemplos de egoísmo, intolerância e falta de amor retratados no dia a dia da sociedade, iniciativas nas redes sociais mostram aos usuários que ainda há motivo para acreditar na solidariedade humana. Um dos exemplos de pessoas que utilizam as redes para fazer o bem vem da dona de casa Fernanda Bittencourt Sousa, 24, que, para ajudar o marido Kalielton Santos de Souza a encontrar um doador de medula compatível, movimentou durante oito meses o Facebook em uma campanha que incentivava a doação.

A batalha contra a leucemia iniciou logo após o nascimento da filha do casal, Helena. Fernanda conta que a ideia da campanha partiu de uma amiga que comentou sobre o assunto quando o médico de Kalielton disse que as chances de cura da doença seriam maiores com um transplante. “Começamos pensando em atingir amigos e conhecidos, mas conseguimos um alcance muito maior, pois recebemos muitas mensagens de apoio de pessoas até mesmo desconhecidas dizendo que se tornaram doadores depois de ver a nossa história”, disse Fernanda.

Por vídeos, fotos e relatos sobre o tratamento, isso segundo Fernanda foi muito importante, pois o marido recebeu muito apoio e outras pessoas que estão com a doença também puderam adquirir força para enfrentar o problema pelo sorriso dele.

No dia do seu aniversário na semana passada Kalielton conseguiu um doador de medula, mas faleceu no mesmo dia devido uma pneumonia. “Ele não conseguiu vencer a doença, mas lutou até o fim”, disse Fernanda. Mesmo depois da morte do marido Fernanda diz que pretende continuar incentivando por meio do Facebook as pessoas a continuarem doando.

Outra iniciativa que surgiu nas redes sociais foi Instituto Alguem (Ana Luiza e Giulia Unidas em Missão) que ajuda crianças com câncer. Ele surgiu da união de duas famílias que perderam as filhas na luta contra a doença. Somente na página do Facebook o instituto recebeu 10 mil curtidas. Para Soraya que junto com a Carolina Varella iniciou o instituto, as redes sociais tem um papel essencial para que sejam divulgadas as ações, e além disso levar informação de forma fácil e rápida às pessoas.

Lado B

Apesar do lado positivo das redes sociais muitas pessoas utilizam o espaço para brincadeira que acabam ofendendo e denegrindo. Um exemplo aconteceu com a morte do candidato a presidente, Eduardo Campos (PSB), quando diversos comentários foram postados por pessoas que diziam preferir a morte ou da presidenta Dilma Rousseff ou do senador Aécio Neves.