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O cubiu contribui na melhora da dieta alimentar da população e sua produção desenvolve a economia sustentável para várias comunidades

Pesquisador do Inpa apresenta os benefícios do fruto amazônico cubiu durante a 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência 24/07/2012 às 20:46
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Cubiu assume papel importante na economia sustentável da região amazônica
ACRITICA.COM São Luís

O coordenador de Extensão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Carlos Bueno, ministrou na tarde desta terça-feira (24), em São Luis do Maranhão, palestra sobre a biodiversidade da Amazônia na 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), dando destaque para um fruto com potencialidade diversa: o cubiu.

O público que acompanhou a palestra desconhecia o fruto, mas nem por isso deixou de experimentar algumas guloseimas feitas do próprio fruto. Um dos que aprovaram o suco de cubiu foi o funcionário público Judemar Filho, que espera poder comprar produtos feitos do fruto brevemente no comércio.

“A Amazônia é tão rica, tem tantos frutos com potencial de comércio, mas acaba que não conhecemos isso no nosso dia a dia, pois ainda falta o incentivo para que os empresários façam que os produtos amazônicos cheguem às mesas de todo Brasil”, comentou Filho.

Além da degustação, o representante do Inpa também informou sobre os aspectos econômico, social e nutricional do fruto.

“O cubiu é um fruto que envolve vários benefícios, além de ser utilizado na produção de alimentos, como geléias e licores, ele também atua na melhoria da dieta alimentar, já que ele é rico em vitamina B5; ajuda na defesa de doenças da pele como pelagra; e controla os níveis elevados de colesterol e glicose no sangue”, explicitou Bueno.


Além dos benefícios alimentares para os consumidores de cubiu, há o beneficio social, que contribui para melhoria da renda familiar das comunidades ribeirinhas e indígenas.

“Os desafios de produção desse fruto existem, por isso é preciso o investimento de políticas regionais, estaduais e municipais, só dessa forma será possível realizar a tão almejada economia verde para nossa região”, finalizou o pesquisador.