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'O nosso sistema está pequeno para atender Manaus', diz Diretor da Amazonas Energia

Em coletiva à imprensa nesta segunda-feira (19), o diretor da Amazonas Energia, Tarcísio Rosa, afirmou que o sistema da empresa é precário para atender a cidade 19/03/2012 às 16:36
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Diretor da Amazonas Energia, Tarcísio Rosa, explica cadeia de energia em mapa
Mariana Lima Manaus

“O nosso sistema está pequeno demais para atender a cidade. A Empresa está investindo no crescimento, mas estamos passíveis de falhas”, disse o Diretor de Geração, Transmissão e Operação da Amazonas Energia, Tarcisio Rosa, durante coletiva a imprensa na tarde desta segunda-feira (19) em Manaus. Segundo o diretor, há fortes evidencias de que o blecaute da manhã desta segunda ocorreu como conseqüência do apagão do último domingo (18).

Tarcísio Rosa explicou que o blecaute desta segunda-feira em Manaus ocorreu após um curto-circuito devido ao rompimento de separadores elétricos, que atuam como isoladores de fios de alta tensão nas linhas de transmissão de energia que cercam a cidade. Segundo ele, os cabos que entraram em curto-circuito estão localizados na mesma estrutura que ocasionou o blecaute de domingo.

“No último domingo houve um rompimento de um cabo, que fica no topo da linha de transmissão de energia, e que tem como função pára-raios. O cabo, possivelmente, tendeu para um dos lados acertando os fios de alta tensão localizados na mesma estrutura ocasionando um curto-circuito. A queda no fornecimento de energia de hoje ocorreu, possivelmente, devido a um estresse do sistema. O que poderia ter acontecido ontem mesmo ou ainda nos próximos dias.”, afirmou o Diretor da Amazonas Energia.

Ainda conforme Tarcísio, a transmissão elétrica entre Manaus, Iranduba e Presidente Figueiredo é realizada em forma de cadeia, em um sistema de transmissão ainda considerado precário para a quantidade de habitantes, em torno de dois milhões de pessoas distribuídas  nos três municípios.

“O fato de ser transmitido em cadeia faz com que todas as subestações sejam afetadas. Quando o funcionamento dessas subestações é interrompido é necessário um tempo para o serviço ser reativado, já que são ligadas uma a uma de forma gradativa”, explica.

Segundo Tarcísio, com a implantação do Linhão do Tucuruí, previsto para acontecer em junho de 2013, o sistema deverá ficar mais forte e menos passível de falhas. “Os investimentos nesse projeto já estão sendo feitos. A empresa está trabalhando para que não ocorra mais queda de fornecimentos de energia como nos últimos dias”, conclui.

Investigações

O cabo que ocasionou o blecaute de domingo foi recolhido e será avaliado por especialistas do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica, que vieram do Rio de Janeiro para realizar os estudos na cidade. A empresa não soube dizer em quanto tempo o relatório com a causa do problema será finalizado.

Investimentos

Tarcísio Rosa afirmou que os investimentos da Amazonas Energia estão crescendo nos últimos anos. Segundo ele, em 2010 cerca de R$ 700 milhões foram investidos, acrescentados de outro R$ 1 bilhão neste ano e a previsão de mais R$ 1,5 bilhão para 2013. Todos esses investimentos, segundo o diretor, irão viabilizar o Linhão do Tucuruí, que irá possibilitar a distribuição e recepção de energia do Amazonas com demais Estados do país.